ESPAÇO COLECTIVO ARTISTICO E CULTURAL - COORDENADO PELA POETISA AMÉRICA MIRANDA - E ONDE SE INSEREM AS CONTRIBUIÇÕES DE TODOS OS TERTULIANOS, TANTO EM VERSO COMO EM PROSA, COM O OBJECTIVO DE DIVULGAÇÃO E HOMENAGEM AO GRANDE POETA ELMANO SADINO !
Sábado, 8 de Abril de 2006
OS AMIGOS DE ITÁLIA - ACADEMIA INTERNAZIONALE "IL CONVIVIO"
CONSONANZA                                             

di por
Marco Righetti   

Una volta superato il vetro
l’idolo casto del manufatto
reso al suo splendore:
il bambino che guarda
ne possiede già il verso,
le dita in comunione 
non si feriscono
quando tentano la rima.
 
*
CONSONÂNCIA

por
Marco Righetti

Uma volta superado o vidro
o casto ídolo do manufacto
vergado ao seu esplendor:
o menino que guarda
não possui já o verso,
dita-o em comunhão
não se ferindo
quando tentou a rima.

**
POMERIGGIO D’ ESTATE

di
Rosa Spera

Ondate d’arsura
inducono l’andare del giorno
verso crepuscoli inerti,
rugiade indolenti
stilla la fontana nel patio
dove un merlo spegne il suo canto.
Cantilene di vento
graffiano la stasi silente
permeata di quiete,
echi di grilli
si fondono a cicale stridenti
su velluti di sfingi.
Tra le foglie del gelso
rituali di lontani respiri
rammentano voli di allodole,
inarrestabile avanza
uno strale irridente di lucciole
evocando frenesie che tormentano.
Un guizzo nel cuore
e come acqua arenata allo scoglio
ammaliata mi perdo,
debordo su argini di reminiscenze
e dolcezza di lacerazione
fluisce sul tramonto imminente.
Pomeriggio d’estate,
proscenio di miti immolati
su altari di disincanto.
*
TARDE DE VERÃO

por
Rosa Spera

Onda de secura
vestindo o andar do dia
verso inativo crepuscular,
indolente orvalho
liberta no pátio a fonte
onde um melro extingue o canto.
O cantar do vento
esboçando a noitinha silenciosa
preenchida de sossego,
ecos de grilos,
fundindo-se com a estridente cigarra
sobre os veludos das esfinges.
Entre a folha da amoreira
rituais de suspiros longínquos
remendando os voos da cotovia,
inesgotável distância
uma irridente senda do pirilampo
causando o frenesim que o aflige.
Um rebate no coração
e como água areada em escolho 
paciente me perco,
refreio seu dique de reminiscência
e doçura de desfalecimento
flutua sobre o pôr-do-sol iminente.
Tarde de Verão
contexto de imolados meios
sobre o altar do desencanto.


publicado por assismachado às 16:43
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