ESPAÇO COLECTIVO ARTISTICO E CULTURAL - COORDENADO PELA POETISA AMÉRICA MIRANDA - E ONDE SE INSEREM AS CONTRIBUIÇÕES DE TODOS OS TERTULIANOS, TANTO EM VERSO COMO EM PROSA, COM O OBJECTIVO DE DIVULGAÇÃO E HOMENAGEM AO GRANDE POETA ELMANO SADINO !
Sexta-feira, 7 de Abril de 2006
A TRIBUNA DOS POETAS - ORLANDO LIZARDO E HELENA BANDEIRA
MEMÓRIA ...


Por
Orlando Lizardo

No teu silêncio guardas, ó memória,
errantes ideais do meu passado.
És cofre de ilusões da minha história,
não arrecadas loiros, prémios, glória,
mas quanto eu fui, sem ser, por ter sonhado.


*

FÉNIX


Por
Helena Bandeira

Oh, Fénix...
Fénix,
que das próprias cinzas renasceste,
contradiz-me e diz-me
cono viveste
e sobreviveste
assim renascida?

E o que para isso fizeste?...

É que também eu fui queimada
pela violenta chama da paixão...
E pelo incontrolável fogo do amor
me deixei incendiar e consumir.

Só que eu não renasci
porque das queimaduras não morri...

Mas cinzas se formaram,
me cobriram e soterraram...

Delas eu preciso de emergir
e trazer à luz minha razão,
para compreender e sentir
que realmente estou viva... não morri.

Fénix,
fabulosa Fénix,
masmo sendo apenas um mito,
e nessa qualidade te cito,
diz-me qual foi o rito...

Como das próprias cinzas renasceste...
e o que para isso fizeste!


publicado por assismachado às 16:51
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A TRIBUNA DOS POETAS - Mª CELESTE REIS E PERPÉTUA MATIAS
NO REGAÇO DO INFINITO


Por
Mª Celeste Reis

Tudo quanto no Céu está escrito
ninguém consegue apagar
e sendo o amor tão bonito
porque nos faz assim penar?

Ao ver as nuvens rolando
levadas ao sabor do vento
vejo também almas penando
no auge do sofrimento.

Não posso compreender
por mais esforços que faça
como é possível dizer
mesmo provocando dor
dizer que o amor
não é de Deus uma Graça?

Seja aqui, ou d’ outra esfera
e enquanto o tempo decorre
p’ lo amor eu vivo à espera
só ele não envelhece nem morre.

Se andamos perdidos no tempo
essa razão só Deus conhece
e é quando menos se espera
que o nosso amor aparece.

Mais forte meu coração bateu
vendo uma estrela riscar o céu
dando mais luz ao Firmamento,
sem compreendermos como aconteceu
abraçados nos encontramos tu e eu
doidos de contentamento.

Por vezes n’ um amor sofrido
encontramos o fio colorido
que faz calar nosso grito,
só aí conhecemos o esplendor
embalados p’ lo amor
no Regaço do Infinito!

 *

ERREI

Por
Perpétua Matias

Subi a montanha
esquecendo as minhas lutas,
aquelas que eu perdi,
mas meu pensamento teimava
em recordar-me
que tudo o que via era falso...

Desci devagar até à praia,
deitei-me na areia,
chorando mágoas, tristezas,
dores e paixões,
e no silêncio da minha estrada
fui caminhando...

Mas, esse, não era o caminho,
nem o meu desejo.

Todavia, fazendo nascer a esperança
com o desejo de chegar,
por ali fui ficando, ficando
muito só, em nostalgia...
Não era este o meu caminho
e a minha luta me envolveu,
dia após dia.

Neste caminhar eu errei
e meu sofrimento enfrentei
até que o tempo passou !...


publicado por assismachado às 11:57
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O QUE PENSAM OS SÁBIOS DA HUMANIDADE

                                ENSAIO SOBRE A DECADÊNCIA HUMANA


 


Por

Júlio Roberto ( * )


Estas palavras não são de desespero nem a descrição de uma Civilização perdida.

Se, por acaso, daquilo que aqui escrevo for inevitável uma sensação de desconforto e amargura, porque os factos do homem de hoje e as características empobrecidas da sua existência, tal como sinto e entendo, não podem deixar de conter em si esse estigma da decadência a que dedico estas reflexões.

Não deixo, porém, de alvitrar que o caminho para as soluções não vem nunca do que supomos serem as grandes mudanças exteriores a cada um – resoluções económicas, sociais ou políticas – sem que o grande encontro surja dentro de nós. Para tanto implica-se aqui um mergulho profundo no “eu”, um conhecimento corajoso e, às vezes, mortífero da personalidade individual, personalidade no sentido de “persona”, isto é, de pessoa integral e global, origem de toda a relação entre os indivíduos e de todo o indivíduo com o meio em que vive.

É pois esta angústia-força dificilmente exprimível, esta sensação do quase descobrir o segredo da dor e da alegria humanas, esta desmistificação necessária dos falsos mitos, raptores do corpo e da alma, que ouso tentar fazer.

Não sendo esta análise uma derrota, mas uma crítica-esperança, aguardemos que a lucidez reencontrada pelos homens seja também a demolição do edifício frágil em que vivemos com as nossas ilusões.

E porque, por mais aberto que seja o nosso sorriso, ele hoje, na maioria, ou um esgar barulhento ou um suporte disfarçado da dor, é talvez necessário quebrar os laços com uma Civilização, que sufoca, para encontrarmos o caminho da beleza, das sensações vitais da alma e da ascensão do Ser à plenitude que lhe é devida.


( * )  In  s/livro  "Parábolas da Alma"



publicado por assismachado às 11:46
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Quinta-feira, 6 de Abril de 2006
A TRIBUNA DOS POETAS - HUMBERTO DE CASTRO E ANTÓNIO CARVALHO
VIAJANTE

Por
Humberto de Castro

Viajando entre o presente e o passado,
como navegante
num mar que desconheço,
e encontrando pessoas
que têm o sol nas suas vidas.

Contemplando o infinito
através do brilho e do silêncio
-  um silêncio que parece
ter tomado conta do ambiente –
fico perdido, atordoado
e lisonjeado ao mesmo tempo,
pelos olhares luminosos que me lançam,
e procuro que o conhecimento silencioso,
que me acompanha nesta caminhada,
me ajude a separar
a amizade da busca espiritual,
que eu tanto desejo,
mas que não consigo,
e que abala a minha alma
ferida de incertezas!

*

NÃO BATAS CORAÇÃO

Por
António Carvalho

Dentro de mim oiço o coração bater
fortemente, como se fosse rebentar o peito,
e logo meigo e enleante, deixa de viver
e eu fico calmo e sem um só trejeito.

Ninguém calcula como fico contente,
porque espero outra vida na eternidade,
mas como tudo, o coração também mente
e bate mais forte com o calor da saudade.

E continuam os meus tormentos, os meus ais,
lembrando-me dos teus beijos sensuais
que só são sonho e pura ilusão.

Mas coração, peço-te, pára de bater,
não me enganes. Pára, não quero mais sofrer.
basta só que ela minta, mas tu não !


publicado por assismachado às 11:41
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OS AMIGOS DE ITÁLIA - ACADEMIA INTERNACIONAL "IL CONVIVIO"

L' ULTIMA FOGLIA

 

Di

Ines Gastaldi Carretto

 

Si ferma in un velo leggero

il fiato sul freddo dei vetri.

Son rami nudi

quelli che vedo stagliati

in un plumbeo cielo,

vibranti al nostalgico vento d' una calda,

verde stagione,

al pensiero di bimbi festanti

e nidi tra le fronde racchiusi.

Ricordano ali fruscianti d' uccelli,

d' api e farfalle.

Lontana e la stagione dei fiori

ma quell' ultima foglia tenace,

ingiallita e dorata dal tempo,

che resiste agli strappi del vento

brilla improvisa un instante

ad un raggio fugace di sole.

 

 *

A ÚLTIMA FOLHA

 

Por

Ines Gastaldi Carretto

 

Encerra-se num ligeiro véu

o sopro sobre o frio dos vidros.

Os seus ramos nus

que eu vejo projectados num escuro céu,

vibrantes a nostálgico vento

de uma quente, verde estação,

ao pensamento de alegres meninos

e ninhos recatadamente agasalhados.

Recordando o roçar das asas dos pássaros,

das abelhas e borboletas.

Longe vem a estação das flores

mas aquela última folha tenaz,

amarelecida e dourada pelo tempo,

que resiste aos frémitos do vento

embriagada improvisa um instante

através de um fugaz raio de sol.



publicado por assismachado às 11:04
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REUNIÕES PRÓPRIAS DA TERTÚLIA POÉTICA

                                            SER TERTULIANO



Quando me levanto pela manhã e saúdo a Vida com tudo o que ela tem de maravilhoso, de bondoso, de alegre, de estético  e de benfeitoria, eu estou sendo tertuliano.


Quando me encaminho para a realização quotidiana das minhas tarefas profissionais, sem deixar esquecer que em todo o momento que passa eu posso descobrir em todas as coisas a sua dimensão poética, estou sendo tertuliano.


Quando me relaciono, ao longo do dia que passa, com quem se cruza comigo nas mais diversas situações, e ornamento este relacionamento com gestos de simplicidade e amizade matizada de humanismo, isto é, valorizando toda a dimensão humana do ser que me interpela, estou sendo tertuliano.


Quando descubro no rosto de alguém aquelas marcas de angústia, de sofrimento, de incerteza e de solidão e tenho para esse alguém uma sempre disponível palavra de solidariedade e de companheirismo, estou sendo tertuliano.


Quando nas mais díspares oportunidades que no dia a dia se me deparam, apesar das contrariedades e das barreiras sempre imprevisíveis, em vez de me deixar abater pelo não te rales da comodidade sempre à mão, eu descobrir em cada momento um oportuno lenitivo, feito parcela poética, que acrescentará algo ao património literário que é a minha pátria, estou sendo tertuliano.


Quando no evoluir dos dias que passam eu me lembrar a cada momento de que para além de mim tenho mais uns tantos companheiros que comungam do mesmo ideário e da mesma forma de estar na vida, dando testemunho de criatividade e de originalidade na arte de comunicar através da palavra feita verso, estou sendo verdadeiramente tertuliano.


Quando, finalmente, chega aquele dia especial de mais uma vez eu ir ao encontro de outros tertulianos que, como eu, sentem saudades do último encontro e querem acrescentar, no diálogo das palavras, da luz, da sonoridade e da música sempre presente em cada gesto, mais uma página na arte de ser pessoa, estou sendo plenamente tertuliano.


Ser tertuliano, vendo nos outros em plenitude a projecção da sua própria personalidade, naquilo que ela tem de complementaridade, é ser Tertúlia, isto é, espaço vivo e activo onde aconteça poesia e onde se possa ser um pouco mais feliz.


Prof. Assis Machado



REUNIÕES .       Realizam-se habitualmente, nesta Tertúlia, três tipos de Reuniões :  

A - Todas as Terças-Feiras, entre as 15 h e as 17.30 h, no Teatro de Dona Maria II . Participam todos os tertulianos disponíveis e, eventualmente, outros poetas convidados da Presidente América Miranda ;

B - Todos os Terceiros Sábados de cada mês , das 15 h às 18 h . Têm lugar na Biblioteca Municipal Camões, ao Calhariz da Baixa.  São Reuniões de índole mais académica, havendo lugar a Conferências, Debates, Convívios e outras ocorrências. São geralmente abertas ao público ;
C - Nos Primeiros Sábados de cada  mês - das 18 h às 20 h.  São Tertúlias de âmbito alargado, para toda a Comunidade envolvente, e com cunho festivo e cultural. Realizadas na base de um Protocolo Cultural assinado entre esta TERTÚLIA  e a JUNTA DE FREGUESIA DE BENFICA, têm lugar no Auditório Carlos Paredes, na Av. Gomes Pereira.


publicado por assismachado às 10:19
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«O ARAUTO DE BOCAGE» - BIMENSÁRIO DA TERTÚLIA

Acaba de ser distribuido esta semana mais um número do nosso  Jornal / Revista Bimestral     O ARAUTO DE BOCAGE , Nº 99/100 , relativo aos meses de : Março e Abril

Dirige este Jornal a nossa Fundadora e Presidente América Miranda coajuvada pelo eminente poeta tertuliano Fernando Eloy do Amaral . Nele são publicados os principais Trabalhos Poéticos que cada tertuliano vai escrevendo tanto  em prosa, como em poesia. Sendo assim não é de estranhar que o nosso Jornal cumpra o seu principal objectivo, que vem desde a sua fundação : divulgar e honrar a poesia de Manuel Maria de Barbosa du Bocage e, simultaneamente, dar a conhecer a arte poética dos seus principais seguidores. Também nele vem informados os principais eventos desta Tertúlia bem assim, quando possível Trabalhos de índole cultural, humanística e científica, relacionados com a Poesia.

Prof. Assis Machado



publicado por assismachado às 09:43
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Segunda-feira, 3 de Abril de 2006
A TRIBUNA DOS POETAS - LOBO MATA E ARMANDO DAVID

DRAMA DE AMOR

Por
Lobo Mata

Determinado coloquei o dedo
Entre as chagas, na ferida
Estanquei o sangue com medo
Sem medo, dei vida!

Não sabendo porque o fazia
Toquei nos lábios rosados
Um sorriso que resplandecia.

Coloquei o dedo
na ferida.

O sangue parou
O corpo floresceu
O Mundo cantou.

Estanquei o sangue com medo!

Ainda que ele não corresse;
Deixei a mão esquecida
Para que a vida se não perdesse!

Dei vida!

Dei carinho, encanto
Fiel? Oh, espanto
Às vezes custou muito
Por vezes, custou tanto!

Coloquei todos os dedos
Nas chagas, na ferida
Estanquei o sangue sem medos
Dei! Ganhei! Nova vida!

Lobo Mata
In Escritos Meus II

A CULPA É DO PROGRESSO

Por
Armando David

O progresso, esse possesso, não perdoa
E os carros, no país, são aos milhões;
Já falta espaço, p' ra arrumar, nesta Lisboa
Mais uma eles inventaram, bom Camões.

O trânsito está um caos de confusões,
Arruma aqui e ali; arruma à toa.
E os "Sem Abrigo" , lá ganham uns tostões,
Que a profissão é lucrativa e boa.

E tu, que foste herói, audaz, valente
Viajaste por terras do Oriente
E o estro colocaste bem nas alturas.

Só porque um "parque" foi feito recente,
Passas a ter um destino bem diferente:
És promovido a guardador de viaturas.



publicado por assismachado às 11:53
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Domingo, 2 de Abril de 2006
O QUE DIZEM OS ENTENDIDOS SOBRE BOCAGE

A VIDA DE BOCAGE

Por
António Cabrita ( * )

Não sei se Manuel Maria de Barbosa du Bocage (1765-1805) era bilharista. A sê-lo alinharia pelos que se comprazem na complexidade do jogo às três tabelas, arredio a submeter-se às triangulações mais clássicas e lineares - a acreditar no vaticínio do seu arqui-inimigo José Agostinho de Macedo: "É um génio incapaz de simetria!" De facto, não se pode dizer do Elmano Sadino - o seu nome arcádico - que, como Shakespeare, Mozart ou Picasso, fosse artista, capaz de captar, sintetizar ou magnificar tudo o que a sua época lhe oferecia. Há um anacronismo muito português que o fere, um engenho que lhe minou a obra até ao achamento de si. Para a época clássica, a natureza do gosto era submetida a leis universais e invioláveis e seria necessário romper com demasiadas coisas para assomar no plano estético a subjectividade que culminaria no Romantismo. Bocage, por exemplo, fez a gesta, mas tal como Ovídio, que traduziu, só procurou nos lugares a reminiscência "histórica". Foi essa a ilusão que o traiu, a raiz do seu desencontro com os lugares - velados pelos mitos. Vai ao Brasil, à Ilha de Moçambique, a Goa, a Damão, a Macau, perseguindo a irradiação de Camões, sem se abrir à experiência.
O despojamento de Bocage, tanto dos mitos como dos aplausos que tão facilmente arrebatava nos botequins e salões dos árcades, obriga-lo-á a efectuar dois movimentos redutores. Só após esse desengano trágico pôde o poeta alcançar o kairos, a oportuna conjugação com o agora e com os lugares. Só aí a sua visão, expurgada do peso canónico, se abre finalmente à subjectividade, ao seu ineditismo.
O barroco começara a separar o autor e a obra, o arcadismo acentuou a "esquizofrenia". Bocage, após ter sofrido na pele a exacerbação dos mitos, regressa à pequena ficção de si: foi onde foi grande.
Bocage, o Perfil Perdido, do brasileiro Adelto Gonçalves, é uma biografia deliciosa, exaustiva e rigorosamente documentada. Neste momento, constitui o melhor plinto para a efeméride que se cumpre a 2005, quando se perfazem 200 anos sobre a morte do vate. O autor é jornalista, escritor e professor universitário, e entre outros livros já tinha assinado uma biografia, Gonzaga, um Poeta do Iluminismo, com a qual ganhou o Prémio Ivan Lins de Ensaios, da União Brasileira de Escritores e da Academia Carioca de Letras; sendo ainda autor de um romance saído em Portugal: Barcelona Brasileira. Bocage..., um livro de fôlego, notável, que nos leva a atravessar o século XVIII português e se estende aquém e além das balizas cronológicas do poeta, faz o esforço de colocar este em contexto - e é desde já uma referência imprescindível.
O livro aponta primeiro à genealogia, à história do avô materno francês, Gil l´Hedois du Bocage, corsário de genica, que acosta a Lisboa com uma apresada carga de relógios e acaba por prestar serviços à Coroa, como o de garantir a inexpugnabilidade do Rio de Janeiro, contra uma esquadra francesa. Adelto descreve com sabor, numa prosa que sabe ser informativa sem estar enxaguada e que, sem abandonar a densidade requerida, entretém. A investigação foi aturada e traz novidades: fixa com provas e argumentação inabalável o local de nascimento do poeta, na Rua das Canas Verdes; exuma o drama da família por causa da prisão do pai, José Luís Soares de Barbosa, durante seis anos na cadeia do Limoeiro; desfaz a ideia-feita de uma disputa amorosa entre Bocage e o irmão pelo coração de Gertrudes; revela os dias de miséria vividos pela irmã, Maria Francisca, após a sua morte, e descreve os sobressaltos que lhe minaram o espólio (entre os quais a possível sonegação de muitos originais por J. Agostinho de Macedo); betuma com dados e documentos uma série de lacunas que persistiam. Depois segue o passo do poeta com a virtude de, como se diz na contracapa, o emoldurar nos "tempos em que viveu" - a queda do marquês de Pombal, a acção de Pina Manique, a campanha do Rossilhão, além de nos dar um retracto do quotidiano de Lisboa.
Complementa ainda o livro um vasto acervo documental, reproduzido em fac-símile, e fotografias das casas onde foi parido e morreu aquele que ditou na hora do fim: "Já Bocage não sou!... À cova escura/ Meu estro vai parar desfeito em vento..." Felizmente que não, como o comprova esta biografia, de muito longe a melhor, do vate setubalense.

( * ) Em
Adelto Gonçalves,
BOCAGE, PERFIL PERDIDO, Caminho, Lisboa 2003



publicado por assismachado às 08:53
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