ESPAÇO COLECTIVO ARTISTICO E CULTURAL - COORDENADO PELA POETISA AMÉRICA MIRANDA - E ONDE SE INSEREM AS CONTRIBUIÇÕES DE TODOS OS TERTULIANOS, TANTO EM VERSO COMO EM PROSA, COM O OBJECTIVO DE DIVULGAÇÃO E HOMENAGEM AO GRANDE POETA ELMANO SADINO !
Quinta-feira, 15 de Julho de 2004
IMPERATRIZ SOPHIA 1




IMPERATRIZ SOFIA


Sofia de todos nós
de poesia moldada
és entre todos fadada,
desde ancestrais avós.

De poesia criada
gritos largos sem voz
és a saudade atroz
duma pena encantada.

Andrade, Jorge e Pessoa
com uma Sofia feliz
fizestes bela Lisboa.

E cada um de aprendiz
compôs poesia boa
como a grande Imperatriz.


Frassino Machado
In FILHOS DA ESPERANÇA



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IMPERATRIZ SOPHIA
Arpad-Sofia.jpg


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A NOSSA HOMENAGEM À POETISA SOPHIA DE MELLO ANDRESEN
RUMOS DE UMA VIDA EXEMPLAR

1919 – Nasce a 6 de Novembro no Porto, onde passou a infância. Aos 3 anos, tem o primeiro contacto com a poesia, quando uma criada lhe recita A Nau Catrineta, que aprenderia de cor. Mesmo antes de aprender a ler, o avô ensinou-a a recitar Camões e Antero.
«Recordo-me de descobrir que num poema era preciso que cada palavra fosse necessária, as palavras não podem ser decorativas, não podiam servir só para ganhar tempo até ao fim do decassílabo, as palavras tinham que estar ali porque eram absolutamente indispensáveis. Isso foi uma descoberta» (JL 468, de 25/6/91)
1926 – Frequenta o Colégio do Sagrado Coração de Maria, no Porto, até aos 17 anos. Primeiro semi-interna, depois externa. Tem professores marcantes, como a D. Carolina (de Português). E, apesar da pouca estima por disciplinas como Matemática e Química, nunca chumbou. Aos doze anos escreve os primeiros poemas. Entre os 16 e os 23 tem uma fase excepcionalmente fértil na sua produção poética

1936 – Estuda Filologia Clássica, na Faculdade de Letras de Lisboa, mas não leva a licenciatura até ao fim. Três anos depois, regressa ao Porto, onde vive até casar com Francisco Sousa Tavares, altura em que se muda definitivamente para Lisboa. Tem cinco filhos

1944 – Publica o primeiro livro, Poesia, uma edição de autor de 300 exemplares, paga pelo pai, que sairia em Coimbra por diligência de um amigo: Fernando Vale. Em 1975 seria reeditado pela Ática. Este livro é uma escolha, que integra alguns poemas escritos com 14 anos. E o início de um fulgurante percurso poético e não só. Publicaria também ficção, literatura para crianças e traduziu, nomeadamente, Dante e Shakespeare

1947 – O Dia do Mar, Ática

1950 – Coral, Livraria Simões Lopes

1954 – No Tempo Dividido, Guimarães

1956 – O Rapaz de Bronze (literatura infantil), Minotauro

1958 – Mar Novo, Guimarães; A Menina do Mar (infantil), Figueirinhas; A Fada Oriana (infantil), Figueirinhas. Escreve um ensaio sobre Cecília Meireles na «Cidade Nova»

1960 – Noite de Natal (infantil), Ática. Publica o ensaio Poesia e Realidade, na «Colóquio 8»

1961 – O Cristo Cigano, Minotauro

1962 – Livro Sexto, Salamandra, distinguido com o Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores, em 1964; Contos Exemplares (ficção), Figueirinhas

1964 – O Cavaleiro da Dinamarca (infantil), Figueirinhas

1967 – Geografia, Ática

1968 – A Floresta (infantil), Figueirinhas; Antologia, Portugália, cuja 5ª edição (1985 – Figueirinhas) é prefaciada por Eduardo Lourenço

1970 – Grades, D. Quixote

1972 – Dual, Moraes

1975 – Publica o ensaio O Nu na Antiguidade Clássica, integrado em O Nu e a Arte, uma edição dos Estúdios Cor. Deputada pelo Partido Socialista à Assembleia Constituinte. A sua actividade político-partidária, não foi longa, mas ao longo da sua vida sempre foi uma lutadora empenhada pelas causas da liberdade e justiça. Antes do 25 de Abril, pertence mesmo à Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos


«A poesia é das raras actividades humanas que, no tempo actual, tentam salvar uma certa espiritualidade. A poesia não é uma espécie de religião, mas não há poeta, crente ou descrente, que não escreva para a salvação da sua alma – quer a essa alma se chame amor, liberdade, dignidade ou beleza» (JL 709, de 17/12/97)
1977 – O Nome das Coisas, Moraes, distinguido com o Prémio Teixeira de Pascoaes

1983 – Navegações (IN-CM), recebe o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação de Críticos Literários

1984 – Histórias da Terra e do Mar (ficção), Salamandra

1985 – Árvore (infantil), Figueirinhas

1989 – Ilhas, Texto, distinguido com os Prémios D. Dinis, da Fundação Casa de Mateus e Inasset-INAPA (1990)

1990 – Reúne toda a sua obra em três Volumes, Obra Poética, com a chancela da Editorial Caminho; é distinguida com o Grande Prémio de Poesia Pen Clube

1992 – Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças

1994 – Musa, Caminho. Recebe Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores. Publica Signo, um livro/disco com poemas lidos por Luís Miguel Sintra, uma edição Presença/Casa Fernando Pessoa

1995 – Placa de Honra do Prémio Petrarca, atribuída em Itália

1996 – Homenageada do Carrefour des Littératures, na IV Primavera Portuguesa de Bordéus e da Aquitânia

1998 – O Búzio de Cós, Caminho, distinguido com o Prémio da Fundação Luís Míguel Nava

1999 – Prémio Camões


Sophia de Mello Breyner Andresen morreu a 2 de Julho de 2004


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TERTÚLIA POÉTICA

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« AO ENCONTRO DE BOCAGE »


 


Ó meu Vate Sadino tão amado,


Nossa Tertúlia te rende homenagem...


E para que o teu nome seja louvado,


Não perderemos nunca a coragem.


 


Teu rosto nas estrelas está gravado,


Teus poemas murmurados pela aragem...


Teu mérito em nossas almas está marcado,


Nós somos os poetas da viragem!...


 


Vivemos em poesia e sofrimentos,


Gritamos a todo o mundo teus lamentos


E queremos exaltar os teus amores


 


E, enquanto esta assembleia existir,


Continuaremos sempre a resistir


Àqueles que não amam teus valores!...


 


América Miranda


in  VENDAVAL DE EMOÇÕES



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Terça-feira, 13 de Julho de 2004
FRASEOLOGIA CURIOSA E DIGNIFICANTE DE ALGUNS AUTORES
SOBRE BOCAGE


“Lendo os teus versos, numeroso Elmano,
e o não vulgar conceito e a feliz frase,
disse entre mim: - Depõe, Filinto, a lira
já velha, já cansada;
que este mancebo vem tomar-te os loiros,
galnados com teu canto na aurea quadra
em que ao bom Coridon, a Elpino, a Alfeno,
aplaudia Ulisseia”.

Filinto Elísio


“... Elmano... Oh, nome! Oh, nome!
Um prodígio tu és! Prodígios fazes ...”

Tomás e Silva

PELO 1º CENTENÁRIO DA MORTE DE BOCAGE

Lindo amor que nasceu à cabeceira
Do teu leito de lágrimas e dores,
E foi contigo até à derradeira
Hora de angústia, amor dos teus amores.

Até esse perdido. A vez primeira
Que o céu te quis mostrar os seus fulgores
E apagavam-te a estrela, feiticeiro,
E desfolhavam-te as mais puras flores...

O génio do amor tudo ilumina
E o teu verso, oh Elmano, d’oiro ardente
Tem lágrimas no fundo e a amar ensina.

Poeta, foste a flor n’uma torrente,
Mas sempre a tua voz, clara e divina,
Se ouve entre as ondas – canta eternamente.

Júlio Brandão


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HINO DA TERTÚLIA
BOCAGE SONHADOR


Letra : Armando David
Música: Francisco de Assis



Refrão:

Bocage sonhador,
poeta trovador,
Lisboa é sem favor,
terra dos teus amores.
E nós na capital,
tertúlia a ti leal,
te damos sem igual
louvores e mais louvores !


1. Terra de pescadores
Setúbal tem valores
a quem nos esplendores
viage.
Possui almas dilectas,
em linhas bem directas,
o maior dos poetas
Bocage.


2. Foi audaz marinheiro,
leal e verdadeiro,
herói aventureiro
real.
Satírico, amoroso,
poeta valoroso,
o seu estro não tem
rival.


publicado por assismachado às 15:28
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CONTRASTE ENTRE A VIDA CAMPESTRE E A DAS CIDADES

Nos campos o vilão sem sustos passa,
inquieto na corte o nobre mora;
o que é ser infeliz aquela ignora,
este encontra nas pompas a desgraça:


Aquele canta e ri; não se embaraça
com essas cousas vãs que o mundo adora:
este ( ó cega ambição ) mil vezes chora,
porque não acha bem que o satisfaça:


Aquele dorme em paz no chão deitado,
este no ebúrneo leito precioso
nutre, exaspera velador cuidado:


Triste, sai do palácio magestoso;
se hás-de ser cortesão, mas desgraçado,
antes ser camponês, e venturoso !



Barbosa du Bocage



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Domingo, 11 de Julho de 2004
EDITORIAIS BOCAGIANOS - 01 ... EM LOUVOR DE BOCAGE !
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EDITORIAIS BOCAGIANOS – 01

Por América Miranda ( * )


Bocage foi um desses clarões que fulguram rubros acima de todo o horizonte para que toda a gente os veja e admire. Inquieto ou submisso, piedoso ou sarcástico, simples ou eloquente, inconsequente ou sentencioso, era um jovem insatisfeito, vivendo com a lira e à maneira do cantor de OS LUSÍADAS enaltecia o Olimpo e adorava o Céu.
Manuel Maria era um romântico por natureza e na poesia um lírico que nasceu numa época de transição literária, na qual a literatura de Portugal emergia do marasmo do pseudo-classicismo, ainda dominante no século XVIII para o doce período do Romantismo. Desviando-se dos moldes clássicos, demasiado rígidos o nosso Vate pendeu para a escola que seria a de António Feliciano de Castilho. Embora o seu forte fosse o Soneto, onde foi mestre, compôs vários géneros de poesia, entre os quais odes satíricas e anacreônticas. A sua índole buliçosa por vezes custou-lhe amargos dias, sobretudo naquele período de vero despotismo governamental e religioso. Por toda a sua grandeza rendo as minhas homenagens ao Egrégio Poeta que foi Manuel Maria L’Hedois de Barbosa du Bocage.


América Miranda

( * ) - “O Arauto de Bocage” - Ano VII - Nºs. 73 / 74


publicado por assismachado às 19:37
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SESSÃO TERTULIANA NO AUDITÓRIO CARLOS PAREDES
bocage.jpg

Teve lugar ontem, dia 10 de Julho, no Auditório Carlos Paredes, da Junta de Freguesia de Benfica, pelas 18 horas, mais uma Sessão da Tertúlia Poética “Ao encontro de Bocage”. O Programa foi bastante animado e concorrido com a apresentação da Poetisa América Miranda – Presidente e fundadora desta mesma Tertúlia.
A sequência evoluiu da seguinte forma :
Abertura – Cantou-se o Hino da Tertúlia,
com letra de Armando David e música de Francisco de Assis
- Francisco de Assis, com duas Canções
- Mário Rodrigues, dois Fados
- Domingos Vaz, dois Poemas
- Celeste Reis, dois Poemas
- Armando David, duas Histórias Poemáticas
- Humberto de Castro, duas Canções
- João de Carvalho, Actor, alguns episódios humoristas e dois Poemas
- Amélia Marques, dois Poemas
- Graciete Vaz, dois Poemas
- América Miranda, dois Poemas
- Dois convidados da Tertúlia presentes, cada um seu Poema
- Lopes Victor, dois Poemas
- Manuel dos Santos, dois Poemas
- Francisco de Assis, dois Poemas
- Humberto de Castro, duas Canções
- Félix Heleno e América Miranda, Poemas conjuntos
Durante a Sessão foram homenageados escritores e artistas já falecidos, nomeadamente: Manuel da Fonseca, Zeca Afonso, Sophia Andresen, Henrique Mendes e Lurdes Pintassilgo.
Todas as intervenções foram efusivamente aplaudidas.
Marcaram-se novas Sessões para os próximos dias 17 e 31 deste mês, a saber:
- Dia 17, às 15 horas, na Biblioteca Camões
- Dia 31, às 15 horas, no Instituto de Naturalogia
O cronista presente: Assis Machado


publicado por assismachado às 19:05
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Sábado, 10 de Julho de 2004
TERTÚLIA POÉTICA « AO ENCONTRO DE BOCAGE »
america.jpg

MENSAGEM DE BOAS VINDAS PELA PRESIDENTE E FUNDADORA

A POETISA


AMÉRICA MIRANDA


A todos os Poetas e Poetisas, filiados ou não nesta TERTÚLIA, quero saudar com grande amizade, reconhecimento e admiração e desejar que, ao visitarem este nosso espaço de Poesia e de convivência cultural, se sintam como se deles fosse e desejar que connosco partilhem as suas experiências através de comentários, críticas, sugestões e colaborações e que, se o desejarem, possam a partir daqui divulgar o conhecimento da obra literária do grande poeta e patrono da Tertúlia, Manuel Maria Barbosa du Bocage, bem assim dar a conhecer de igual modo os seus próprios poemas pessoais, os quais teremos muito gosto em publicar.

América Miranda


publicado por assismachado às 23:27
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