ESPAÇO COLECTIVO ARTISTICO E CULTURAL - COORDENADO PELA POETISA AMÉRICA MIRANDA - E ONDE SE INSEREM AS CONTRIBUIÇÕES DE TODOS OS TERTULIANOS, TANTO EM VERSO COMO EM PROSA, COM O OBJECTIVO DE DIVULGAÇÃO E HOMENAGEM AO GRANDE POETA ELMANO SADINO !
Sábado, 24 de Julho de 2004
A TRIBUNA DOS POETAS 14
MELANCOLIA *

Por Luís Gonzaga Tavares

Na ventosa noite da minha existência
Tudo é vago e informe, tudo é negro breu.
Só a dor, na fúria da sua própria essência,
Passa à desfilada, rubra de violência,
A uivar na treva que amortalha o céu.

Nem a lua brilha, nem a fonte chora,
Só o mar troveja nas imensidões !
No lugar da esperança um suspiro mora,
Jamais o sol rompe nas franjas da aurora,
Cai a neve em flocos de desilusões !


Luís Gonzaga Tavares
In SERENATA À CHUVA

* 1º Prémio de poesia livre nos Jogos Florais
da Academia de Santo Amaro, de Lisboa.


publicado por assismachado às 19:05
link do post | comentar | favorito

A TRIBUNA DOS POETAS 13
NADA SOBROU ...

Por Isabel Ribeiro


Mataste todos os meus sentimentos.
Mataste toda a minha sensibilidade.
Tu, nunca me mataste !
Foi apenas paixão
O que sentiste por mim !
Retalhaste o meu coração,
Com o teu condão,
De homem leviano !
E um dia,
Quando olhares para trás ...
Verás a minha sombra
Perdida na bruma,
No nevoeiro
Do teu triste cativeiro
Que não te largará jamais !
E, se acaso voltares
Numa outra vida ...
Ficarei aguardando a tua volta !



Isabel Ribeiro
In FARRAPOS ... SÓ FARRAPOS


publicado por assismachado às 18:47
link do post | comentar | favorito

ILUSTRES POETISAS 3 - SOROR VIOLANTE DO CÉU

 Soror Violante do Céu (1602-1693) era uma freira dominicana que na vida secular se chamou Violante Montesino. Professou no Convento de Nossa Senhora do Rosário da Ordem de S. Domingos em 1630. Foi uma das poetisas mais consideradas do seu tempo, sendo conhecida pelos meios culturais da época como Décima Musa e Fénix dos Engenhos Lusitanos. É hoje um dos máximos expoentes da poesia barroca em Portugal. Aos 17 anos celebrizou-se ao compor uma comédia para ser representada durante a visita de Filipe II a Lisboa. Além do volume Rimas publicado em Ruão em 1646 e do Parnaso Lusitano de Divinos e Humanos Versos, publicado em Lisboa em 1733 em dois volumes, tem várias composições poéticas na Fénix Renascida.


Se apartada do corpo a doce vida,
Domina em seu lugar a dura morte,
De que nasce tardar-me tanto a morte
Se ausente da alma estou, que me dá vida?

Não quero sem Silvano já ter vida,
Pois tudo sem Silvano é viva morte,
Já que se foi Silvano, venha a morte,
Perca-se por Silvano a minha vida.

Ah! suspirado ausente, se esta morte
Não te obriga querer vir dar-me vida,
Como não ma vem dar a mesma morte?

Mas se na alma consiste a própria vida,
Bem sei que se me tarda tanto a morte,
Que é porque sinta a morte de tal vida.



Será brando o rigor, firme a mudança,
Humilde a presunção, vária a firmeza,
Fraco o valor, cobarde a fortaleza,
Triste o prazer, discreta a confiança;

Terá a ingratidão firme lembrança,
Será rude o saber, sábia a rudeza,
Lhana a ficção, sofística a lhaneza,
Áspero o a mor, benigna a esquivança;

Será merecimento a indignidade,
Defeito a perfeição, culpa a defensa,
Intrépito o temor, dura a piedade,

Delito a obrigação, favor a ofensa,
Verdadeira a traição, falsa a verdade,
Antes que vosso amor meu peito vença.



Que suspensão, que enleio, que cuidado
É este meu, tirano deus Cupido?
Pois tirando-me enfim todo o sentido
Me deixa o sentimento duplicado.

Absorta no rigor de um duro fado,
Tanto de meus sentidos me divido,
Que tenho só de vida o bem sentido
E tenho já de morte o mal logrado.

Enlevo-me no dano que me ofende,
Suspendo-me na causa de meu pranto
Mas meu mal (ai de mim!) não se suspende.

Ó cesse, cesse, amor, tão raro encanto
Que para quem de ti não se defende
Basta menos rigor, não rigor tanto.


 


Soror Violante do Céu

In  PARNASO LUSITANO



publicado por assismachado às 12:44
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

A TRIBUNA DOS POETAS 12

OS SEIS ANOS DO ARAUTO

 


Por  Armando David

 


Aos seis anos, quem diria


Razão que o tempo perdura,

A divulgar poesia


Um “Arauto” de cultura.

 


Tens, por toda a criatura

O sentido e galhardia,


De dar azo a ter figura

E a todos, alegria.


 

Bem hajas, p’ lo tempo fora,

O teu desígnio se implora

Com dinamismo divino.


 

A mensagem que anuncias,

Goze leais simpatias

Em prol de Elmano Sadino.

 


 

Armando David


Acróstico comemorativo,

Teatro de D. Maria II



publicado por assismachado às 11:21
link do post | comentar | favorito

TRIBUNA DOS POETAS 11
PENOSA CONDIÇÃO

Por Eloy do Amaral


Meu doce Amor, agora, amargurado,
Por minha triste ausência tão forçada,
Eu sonho-te, Marília idolatrada,
Num Mundo bem cruel desencantado.

Que me serviu viver e ter amado
Com fervor e paixão tão exaltada,
Se a alma, insofrida e perturbada,
Sente, profunda, a dor de abandonado.

Que hórrida existência sem ventura
Daquele que só ama quem desama
E transforma o Amar em desventura.

Penosa condição a de quem ama
Sentindo bem na alma essa tristura
Que tira a luz da vida e sua chama.


F. Eloy do Amaral


publicado por assismachado às 11:12
link do post | comentar | favorito

ILUSTRES POETISAS 2 - SOROR MARIA DO CÉU

Soror Maria do Céu (1658-1753), tendo professado numa ordem religiosa, foi uma poetiza barroca de sabor quinhentista que cantou a efemeridade da vida. Mendes dos Remédios, em Escritoras de Outros Tempos (Coimbra, 1914), elaborou um pequeno estudo sobre esta autora. Obras: A Preciosa, Alegoria Moral(Lisboa, 1731-1733), publicada sob o criptónimo de Marina Clemência; Enganos do Bosque, Desenganos do Rio, em que a Alma Entra Perdida e Sai Desenganada (Lisboa, 1736); Aves Ilustradas em Avisos para as Religiosas Servirem os Ofícios dos seus Mosteiros, Lisboa, 1734).

 CIDRA, CIÚME

É ciúmes a Cidra,
E indo a dizer ciúmes disse Hidra,
Que o ciúme é serpente,
Que espedaca seu louco padecente,
Dá-Ihe um cento de amor o apelido,
Que o ciúme é amor, mas mal sofrido,
Vé-se cheia de espinhos e amarela,
Que piques e desvelos vão por ela,
Já do forno no lume,
Cidra que foi zelo, se não foi ciúme,
Troquem, pois, os amantes e haja poucos,
Pelo zelo de Deus, ciúmes loucos.

MORTAL DOENÇA

Na febre do amor-próprio estou ardendo,
No frio da tibieza tiritando,
No fastio ao bem desfalecendo,
Na sezão do meu mal delirando,
Na fraqueza do ser, vou falecendo,
Na inchação da soberba arrebentado,
Já morro, já feneço, já termino,
Vão-me chamar o Médico Divino.

Na dureza do peito atormentada,
Na sede dos alívios consumida,
No sono da preguiça amadornada,
No desmaio à razão amortecida,
Nos temores da morte trespassada,
No soluço do pranto esmorecida,
Já morro, já feneço, já termino,
Vão-me chamar o Médico Divino.

Na dor de ver-me assim, vou desfazendo,
Nos sintomas do mal descoroçoando,
Na sezão de meu dano estou tremendo
No ris como da doença imaginando,
No fervor de querer-me enardecendo,
Na tristeza de ver-me sufocando,
Já morro, já feneço, já termino,
Vão-me chamar o Médico Divino.

Vou ao pasmo do mal emudecendo,
À sombra da vontade vou cegando,
Aos gritos do delito emouquecendo,
No tempo sobre tempo caducando,
Nos erros do caminho entorpecendo,
Na maligna da culpa agonizando,
Já morro, já feneço, já termino,
Vão-me chamar o Médico Divino.


 

Soror Maria do Céu


In  ESCRITORAS DE OUTROS TEMPOS 

 



publicado por assismachado às 00:06
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Sexta-feira, 23 de Julho de 2004
A TRIBUNA DOS POETAS - 10
VOAREMOS JUNTOS

Por Humberto de Castro


Voaremos juntos por esse mundo fora
com as asas do nosso desejo
e chegaremos a uma terra distante
onde nenhum ser humano chegou antes.

Tudo florirá só para nós,
e as aves e os riachos só para nós cantarão.

Aí nascerão os nossos filhos
longe deste “nosso” mundo de podridão,
de mentiras e de egoísmos,
de misérias e de guerras!

E aí esqueceremos tudo
vivendo só para o futuro
esse futuro de paz
que nós construiremos!

Voaremos juntos por esse mundo fora
com as asas do nosso encantamento !


Humberto de Castro
In POEMAS DESCALÇOS


publicado por assismachado às 12:17
link do post | comentar | favorito

A TRIBUNA DOS POETAS - 9
BOCAGE II

Por Félix Heleno


Mas nem a cova fria e bem concreta
O conseguiu calar perpetuamente,
Não há terra que devore o transcendente,
Nem há vermes que devorem o poeta.

Não há fim num horizonte em linha recta,
No futuro, no passado e no presente;
Há-de haver sempre um Bocage irreverente
Enquanto houver no mundo uma caneta.

Enquanto o sol nascer no horizonte,
Enquanto houver um nome de Malhoa,
Enquanto Deus nos der alento e voz.

Há-de ser Camões em verso a nossa fonte
E enquanto houver um nome de Pessoa
Haverá sempre um Bocage em todos nós.


Félix Heleno
In GRÃO DE PÓ EM SONHO ETERNO


publicado por assismachado às 12:14
link do post | comentar | favorito

ILUSTRES POETISAS 1 - MARQUESA DE ALORNA
marquesa.jpg

D. Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre, Marquesa de Alorna (1750-1839) nasceu em Lisboa. Tendo o seu pai sido preso, acusado de participar no atentado ao rei D. José, Leonor, de oito anos, entrou com sua irmã para o convento de Chelas, vindo somente a sair após a morte do Marquês de Pombal. Casou com o Conde de Oeynhausen e viajou por Viena, Berlim e Londres. Enviuvou aos 43 anos de idade, vivendo com algumas dificuldades económicas, dificuldades estas que não a impediram de se dedicar à literatura. Adoptou na Arcádia o nome de Alcipe. Traduziu a Arte Poética de Horácio e o Ensaio sobre a Crítica de Pope. É considerada uma poetisa pré-romântica. As suas obras foram publicadas em 1844 em seis volumes com o título genérico de Obras Poéticas.

ALCIPE DA NOVA ARCÁDIA

Eu cantarei um dia da tristeza
por uns termos tão ternos e saudosos,
que deixem aos alegres invejosos
de chorarem o mal que lhes não pesa.

Abrandarei das penhas a dureza,
exalando suspiros tão queixosos,
que jamais os rochedos cavernosos
os repitam da mesma natureza.

Serras, penhascos, troncos, arvoredos,
ave, ponte, montanha, flor, corrente,
comigo hão-de chorar de amor enredos.

Mas ah! que adoro uma alma que não sente!
Guarda, Amor, os teus pérfidos segredos,
que eu derramo os meus ais inutilmente.

NO LIMIAR DO ROMANTISMO

Sozinha no bosque
com meus pensamentos.
calei as saudades,
fiz trégua aos tormentos.

Olhei para a Lua,
que as sombras rasgava,
nas trémulas águas
seus raios soltava.

Naquela torrente
que vai despedida,
encontro, assustada,
a imagem da vida.

Do peito, em que as dores
já iam cessar,
revoa a tristeza,
e torno a pensar.


Marquesa de Alorna
In OBRAS POÉTICAS


publicado por assismachado às 11:41
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 22 de Julho de 2004
PEDAGOGIA DA ARTE POÉTICA - I
ARCADISMO LITERÁRIO

Arcadismo em Portugal (1756-1825)

Com a fundação da Arcádia Lusitana, em 1756, iniciou-se uma nova etapa literária em Portugal, caracterizada pela rebeldia contra o Barroco. Sua divisa - inutilia truncar - atestava o desejo de repúdio às coisas inúteis, característica marcante da poesia barroca.
A palavra arcádia, que dá origem a Arcadismo, é grega e designa uma sociedade literária típica da última fase do Classicismo, cujos membros adotam nomes poéticos pastoris, em homenagem à vida simples dos pastores, em comunhão com a natureza
Na Itália essa influência assumiu feição particular. Conhecida como Arcadismo, inspirava-se na lendária região da Grécia antiga. Segundo a lenda, a Arcádia era dominada pelo deus Pari e habitada por pastores que, vivendo de modo simples e espontâneo, se divertiam cantando, fazendo disputas poéticas e celebrando o amor e o prazer

Simplicidade da arte renascentista

A Arcádia Lusitana teve por base a Arcádia Romana, fundada na Itália em 1690, cuja tentativa foi restabelecer a simplicidade da arte renascentista e antiga. A Arcádia Lusitana estiveram ligados, entre outros, os poetas Antônio Dinis da Cruz e Silva (um de seus fundadores), Pedro Antônio Correia Garção, também doutrinador do movimento
.
NOVA ARCÁDIA

Em 1790, foi fundada a Academia de Belas Artes, logo após denominada Nova Arcádia que, três anos mais tarde, publicava algumas obras poéticas de seus sócios, sob o título Almanaque das Musas. Os membros mais importantes dessa associação foram o brasileiro Domingos Caldas Barbosa, famoso nos ambientes aristocráticos por sua obra lírica, o poeta satírico Padre Agostinho de Macedo e o poeta lírico e satírico Manuel Maria Barbosa du Bocage.

Arcadismo - A linguagem árcade

A linguagem árcade é a expressão das idéias e dos sentimentos do artista do século XVIII. Seus temas e sua construção procuram adequar-se à nova realidade social vivida pela classe que a produzia e a consumia: a burguesia.

Arcadismo - Características

Além das características da linguagem árcade estudadas, outras merecem destaque:
- fugere urbem (fuga da cidade): influenciados pelo poeta latino Horácio, os árcades defendiam o bucolismo como ideal de vida, isto é, uma vida simples e natural, junto ao campo, distante dos centros urbanos. Tal princípio era reforçado pelo pensamento do filósofo francês Jean Jacques Rousseau, segundo o qual a civilização corrompe os costumes do homem, que nasce naturalmente bom.
- aurea mediocritas (vida medíocre materialmente mas rica em realizações espirituais): outro traço presente advindo da poesia horaciana é a idealização de uma vida pobre e feliz no campo, em oposição à vida luxuosa e triste na cidade
- idéias iluministas: como expressão artística da burguesia, o Arcadismo veicula também certos ideais políticos e ideológicos dessa classe, no caso, idéias do Iluminismo. Os iluministas foram pensadores que defenderam o uso da razão, em contraposição à fé cristã, e combateram o Absolutismo. Embora não sejam a preocupação central da maioria dos poetas árcades, idéias de liberdade, justiça e igualdade social estão presentes em alguns textos da época.
- convencionalismo amoroso: na poesia árcade, as situações são artificiais; não é o próprio poeta quem fala de si e de seus reais sentimentos. No plano amoroso, por exemplo, quase sempre é um pastor que confessa o seu amor por uma pastora e a convida para aproveitar a vida junto à natureza. Porém, ao se lerem vários poemas, de poetas árcades diferentes, tem-se a impressão de que se trata sempre de um mesmo homem, de uma mesma mulher e de um mesmo tipo de amor. Não há variações emocionais. Isso ocorre devido ao convencionalismo amoroso, que impede a livre expressão dos sentimentos, levando o poeta a racionalizá-los. Ou seja, o que mais importava ao poeta árcade era seguir a convenção, fazer poemas de amor como faziam os poetas clássicos, e não expressar os sentimentos. Além disso mantém-se o distanciamento amoroso entre os amantes, que já se verificava na poesia clássica. A mulher é vista como um ser superior, inalcançável e imaterial.
- carpe diem: o desejo de aproveitar o dia e a vida enquanto é possível tema já bastante explorado pelo Barroco - é retomado pelos árcades e faz parte do convite amoroso.


Pesquisa e organização de
Assis Machado


publicado por assismachado às 18:31
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
pesquisar
 
Outubro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


posts recentes

A VOZ POÉTICA DOS TERTULI...

TERTULIANOS LAUREADOS - M...

A TERTÚLIA NO FACEBOOK

POEMAS DE GOETHE

O SÉCULO DE BOCAGE

POETAS DO FUTURO

OS AMIGOS DE ITÁLIA

TERTÚLIA ANUAL DE HOMENAG...

COLABORAÇÃO POÉTICA

TRIBUNA DOS TERTULIANOS

arquivos

Outubro 2017

Setembro 2012

Maio 2012

Setembro 2011

Agosto 2011

Dezembro 2009

Setembro 2009

Julho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Setembro 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

Novembro 2004

Outubro 2004

Setembro 2004

Agosto 2004

Julho 2004

links
blogs SAPO
subscrever feeds