ESPAÇO COLECTIVO ARTISTICO E CULTURAL - COORDENADO PELA POETISA AMÉRICA MIRANDA - E ONDE SE INSEREM AS CONTRIBUIÇÕES DE TODOS OS TERTULIANOS, TANTO EM VERSO COMO EM PROSA, COM O OBJECTIVO DE DIVULGAÇÃO E HOMENAGEM AO GRANDE POETA ELMANO SADINO !
Quarta-feira, 21 de Julho de 2004
A LENDA BOCAGEANA NA TRADIÇÃO POPULAR
bocage.jpg

« TRADIÇÃO E MENTALIDADE, UMA ESTÓRIA REAL »

Se Camões foi o poeta dos intelectuais, Bocage foi adoptado pelo povo português como porta-voz das suas expectativas, ambições e reivindicações.
Ao longo do século XIX e da primeira metade do século XX, foi-se sedimentando um anedotário que tinha o escritor como principal interveniente. Por outro lado, as transgressões aos valores instituídos também eram de imediato identificadas com o nome de Bocage. Deste modo, foi-se tecendo uma lenda que continua ainda a ser alimentada.
A personalidade e a obra do poeta foram retratadas em dezenas de biografias, em oito peças de teatro, canções, múltiplos poemas, bem como em dois filmes - um português, dirigido por Leitão de Barros, em 1936, e um brasileiro, de Djalma Limongi, em 1998. Os artistas plásticos também têm querido homenagear a figura deste poeta setubalense. Entre aqueles que contribuíram com óleos, desenhos, gravuras ou caricaturas para o imortalizar, contam-se Júlio Pomar, Lima de Freitas, Vasco, Fernando Santos, Júlio Gil e Luciano Santos.
Em 1998, foi fundado, em Setúbal, o Centro de Estudos Bocageanos, que tem como escopo divulgar a obra e dinamizar a investigação acerca de Bocage. Foram realizadas por esta associação várias sessões de poesia, tendo ainda sido publicados uma colecção de postais, que reconstitui a prisão do escritor, e um livro que inclui as traduções de fábulas, bem como as de La Fontaine, por si escrupulosamente traduzidas.

A CIGARRA E A FORMIGA

Adaptação das Fábulas de Fontaine, por Bocage


Tendo a cigarra em cantigas
passado todo o Verão
achou-se em extrema penúria
na tormentosa estação.

Não lhe restando migalha
que trincasse, a tagarela
foi valer-se da formiga,
que morava perto dela.

Rogou-lhe que lhe emprestasse,
pois tinha riqueza e brio,
algum grão com que manter-se
Até voltar o aceso estio.

- Amiga, diz a cigarra,
prometo, à fé d’ animal,
pagar-vos antes d’ Agosto
os juros e o principal.

A formiga nunca empresta,
nunca dá, por isso ajunta.
- No Verão, em que lidavas ?
à pedinte ela pergunta.

Responde a outra: - eu cantava,
noite e dia e a toda a hora !
- Ah, bravo! responde a formiga,
- Cantavas ? Pois dança agora !


publicado por assismachado às 00:10
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