ESPAÇO COLECTIVO ARTISTICO E CULTURAL - COORDENADO PELA POETISA AMÉRICA MIRANDA - E ONDE SE INSEREM AS CONTRIBUIÇÕES DE TODOS OS TERTULIANOS, TANTO EM VERSO COMO EM PROSA, COM O OBJECTIVO DE DIVULGAÇÃO E HOMENAGEM AO GRANDE POETA ELMANO SADINO !
Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011
O SÉCULO DE BOCAGE

 


TOMÁS ANTÓNIO GONZAGA

(1744 – 1819)

Tomás António Gonzaga, nasceu na cidade do Porto em 1744 e faleceu em Moçambique, em 1819. Fez os estudos primários no Colégio dos Jesuítas, em Salvador da Baía, e formou-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1768. Na universidade, conviveu com o poeta Alvarenga Peixoto.
Exerceu a Magistratura em Beja de 1779 a 1781. De volta ao Brasil, passou a viver em Vila Rica [Ouro Preto], onde conviveu com intelectuais e poetas, entre os quais Alvarenga Peixoto, Cláudio Manuel da Costa e Cónego Luís Vieira. Envolveu-se em várias desavenças com as autoridades locais, incluindo Francisco Monteiro Bandeira, intendente do ouro na junta da Real Fazenda de Minas Gerais. É o provável autor de Cartas Chilenas, poemas epistolares satíricos, de oposição ao governador Luís da Cunha Meneses, que circularam em manuscritos anónimos na cidade, em 1786.
Em 1792 foi publicada a primeira parte de sua obra poética Marília de Dirceu, em Lisboa. Participou na Inconfidência Mineira, em 1789, o que lhe custou a prisão e, posteriormente, o degredo em Moçambique. Tomás António Gonzaga é um dos principais poetas árcades do Brasil e de Portugal. Para o crítico António Cândido, "com Tomás António Gonzaga (...) o Arcadismo encontrou no espaço lusófono a mais alta expressão. Na sua obra há um aspecto de erotismo frívolo, expresso principalmente nas poesias de metro curto, anacreônticas em grande parte, celebrando a namorada, depois noiva, sob o nome pastoral de Marília. Mas ela vale sobretudo pelas de metro longo, voltadas para a expressão lírica da sua própria personalidade. Nelas, com admirável simplicidade e nobreza, traça um roteiro das suas preocupações, da sua visão do mundo e, depois de preso, do seu optimismo estóico. ".

Suas principais Obras:

- Tratado de Direito Natural

- Marília de Dirceu (colecção de poesias líricas, publicadas em três partes, em 1792, 1799 e 1812 - hoje sabe-se que a terceira parte não foi escrita pelo poeta); -- Cartas Chilenas (impressas em conjunto em 1863).

  

CARTA  5a. 

 

Em que se contam as desordens feitas nas festas, que se celebraram nos desposórios de nosso Sereníssimo Infante com a Sereníssima Infanta de Portugal.
(...)
Enquanto, Doroteu, a nossa Chile

Em toda a parte tinha à flor da terra

Extensas, e abundantes minas de oiro;

Enquanto os Taberneiros ajuntavam

Imenso cabedal em poucos anos,

Sem terem nas Tabernas fedorentas

Outros mais sortimentos, que não fossem

Os queijos, a cachaça, e o negro fumo,

E sobre as prateleiras poucos frascos;

Enquanto enfim as negras quitandeiras

À custa dos Amigos só trajavam

Vermelhas capas de galões cobertas,

De galazes, e tissos, ricas saias:

Então, prezado Amigo, em qualquer festa

Tirava liberal o bom Senado

Dos cofres chapeados grossas barras.

 

Chegaram tais despesas à notícia

Do Rei prudente, que a virtude preza;

E vendo, que estas rendas gastavam

Em touros, Cavalhadas, e Comédias,

Aplicar-se podendo a cousas santas;

Ordena providente, que os Senados

Nos dias, em que devem mostrar gosto

Pelas Reais fortunas, se moderem,

E só façam cantar no Templo os Hinos,

Com que se dão aos Céus as justas graças.

 

Ah! Meu bom Doroteu, que feliz fora

Esta vasta Conquista, se os seus Chefes

Com as leis dos Monarcas se ajustaram!

Mas alguns não presumem ser vassalos;

Só julgam, que os Decretos dos Augustos

Têm força de Decretos, quando ligam

Os braços dos mais homens, que eles mandam;

Mas nunca, quando ligam os seus braços.

(...)
À força do temor o bom Senado

Constância já não tem; afroixa, e cede.

Somente se disputa sobre o modo

De ajuntar-se o dinheiro, com que possa

Suprir tamanho gasto o grande Alberga.

Uns dizem, que das rendas do Senado

Tiradas as despesas, nada sobra.

Os outros acrescentam, que se devem

Parcelas numerosas impagáveis

Às consternadas amas dos expostos.

Uns ralham, outros ralham; mas que importa?

(...)

Publicado no livro Cartas Chilenas (1845)
 

*

Lira

Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, 
que viva de guardar alheio gado, 
de tosco trato, de expressões grosseiro, 
dos frios gelos e dos sóis queimado. 
Tenho próprio casal e nele assisto; 
dá-me vinho, legume, fruta, azeite; 
das brancas ovelhinhas tiro o leite 
e mais as finas lãs, de que me visto. 
Graças, Marília bela, 
graças à minha estrela!


Mas tendo tantos dotes da ventura, 
Só apreço lhes dou, gentil pastora, 
Depois que o teu afecto me segura 
Que queres do que tenho ser senhora. 
É bom, minha Marília, é bom ser dono 
De um rebanho, que cubra monte e prado; 
Porém, gentil pastora, o teu agrado 
Vale mais que um rebanho e mais que um trono. 
Graças, Marília bela, 
graças à minha estrela.

 

In Marília de Dirceu



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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011
TRIBUNA DE BOCAGE

                                                              

 

 

Nestóreos dias, que sonhava Elmano

Brilhantes de almos gostos, de áurea sorte

Pomposa fantasia, audaz transporte

As asas circiai do orgulho insano.

 

Plano de um númen contradiz um plano

E quer que se esvaeça e quer que aborte;

Eis, eis palpita, percursor da morte

No túmido aneurisma e desengano…

 

Mas da humana carreira, ainda no meio

Se a débil flor vital, sentir murchada

Por lei que envolta na existência veio,

 

Co’ a mente pelos céus toda espraiada,

Direi, de eternidade ufano e cheio

Adeus, oh mundo! Oh Natureza! Oh nada!

  

*

 

A frouxidão no amor é uma ofensa,

Ofensa que se eleva a grau supremo;

Paixão requer paixão, fervor e extremo;

Com extremo e fervor se recompensa.

 

Vê qual sou, vê qual és, vê que dif’ rença!

Eu descoro, eu praguejo, eu ardo, eu gemo;

Eu choro, eu desespero, eu clamo, eu tremo;

Em sombras a razão se me condensa.

 

Tu só tens gratidão, só tens brandura,

E antes que um coração pouco amoroso

Quiser haver-te uma alma ingrata e dura.

 

Talvez me enfadaria aspecto iroso;

Mas de teu peito a lânguida ternura

Tem-me cativo, e não me faz ditoso.

 

 

Bocage, In  RIMAS



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A PÁSCOA DA GLOBALIZAÇÃO

 

 

 

Tomara que houvesse Páscoa

Neste Mundo tão Global

Onde tudo se oferece

E nada é natural.

 

Tomara que houvesse Páscoa

Neste Mundo tão banal

Onde afinal tudo falta

E a ilusão é total.

 

Não há Páscoa sem cordeiro

Nesta passagem real

Tudo passa neste mundo

Seja por bem ou por mal.

 

Não há Páscoa sem redenção

Neste cortejo de horrores

Carecem os abnegados

E sobejam os delatores.

 

Se houvesse no mundo Páscoa

Que seria dos instalados

Dos poderosos febris

Ou dos enfatuados?

 

Se houvesse no mundo Páscoa

Que seria dos opulentos

Dos oportunistas vis

Ou dos reles pestilentos?

 

Tomara que houvesse Páscoa

Pela mão dos triunfadores

Que as armas feitas de sonho

Trocariam ódio por amores.

 

Tomara que houvesse Páscoa

Pomba de paz-coração

E o Mundo se elevaria

Em feliz Libertação!



Frassino Machado 



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AS DECANOS DA TERTÚLIA

SENTIMENTOS INDEFINIDOS


Tenho um vestido bordado de infinito

E o meu espírito adeja sem parar

A minha imaginação é real não é um mito

E eu navego em verdes águas do mar.

 

Embrenhada nas luzes do irreal

Vivendo alheada da realidade

Sinto-me um ser alado e sentimental

Que veio à terra para voar em liberdade.

 

Liberdade de amar um não sei quê

Angústia febril de querer e não querer

Pergunto ao Firmamento qual o porquê

De eu ser aquilo que não quero ser.

 

Procuro nas estrelas ao anoitecer

Fragmentos de vida sem sentido

E tento em vão compreender

O significado do meu ser tão ferido.

 

Necessito entregar a minh’ alma

Mas não confio em ninguém para amar

Revolvo-me em angústias, não estou calma,

Vendo farrapos de mim só a sangrar.

 

Se eu não me entendo, quem me entenderá?

Peço auxílio às galáxias deste mundo

Para que eu entenda se um dia virá

Novo amor ansiado e tão profundo.

 

América Miranda

 

*

 

ETERNA SEDUÇÃO

  

Não sei porque só o teu olhar me encanta

Tem algo que eu não sei explicar

Pois logo minha alma se espanta

E o meu coração faz saltar.

 

Naquele banco de jardim

Quando eu lá estava sentada

Vieste sentar-te ao pé de mim

E em teus olhos fiquei mergulhada.

 

Porque a chama do teu olhar

Quase me deixa desmaiada

E a minha boca nem precisa de falar

E dizer quanto por ti estou apaixonada.

 

Só uma vez na vida

Se encontra um amor assim

Já não me sinto desprotegida

Teu coração tomou conta de mim.

 

E logo o céu nos protegeu

Na viva chama do nosso olhar

Agora somos felizes, tu e eu,

Mergulhados neste amor

Que jamais pode acabar.

 

Celeste Reis



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Domingo, 28 de Agosto de 2011
POETAS DO FUTURO

 

Marchas de Lisboa

 

SANTOS POPULARES  I

 

Em Lisboa és o meu amor

Quero contigo dançar

Cantar cheia de fulgor

A tradição popular.

 

De majerico na mão

Uma quadra a namorar

E com arquinho e balão

Vamos todos a bailar.

 

Alegrias como estas

É difícil encontrar

Vestida toda de festas

Lisboa vai a cantar.

 

Nesta quadra popular

Santo António és o primeiro

Aos noivinhos abençoa

Meu Santo casamenteiro.

 

Vou dizer ao meu amor

Fica comigo a bailar

Eu beijos só lhe darei

Se comigo for casar.

 

A alcachofra floriu

Na noite de São João

Vou dizer ao meu amor

Que o amo com paixão.

 

Vem São Pedro abençoar

A todos estes cantares

E vamos nós celebrar

Esta Festas Populares.

 

No dia treze de Junho

Santo António se demove

São João a vinte e quatro

E São Pedro a vinte e nove.

 

Santo António não é pobre

Santo António não é rico

Já o vi vender um cravo

P’ ra comprar um majerico.

 

O repuxo da cascata

Deita água sem parar

É noite de São João

Vamos todos a dançar.

 

Ó meu rico Santo António

Leva-me contigo ao colo

Até ao extremo do mundo

Mesmo juntinho ao polo.

 

Ó meu São João do Porto

Santinho do alho-porro

Dos martelos e fogueiras

São João, eu sem ti morro.

 

Ó São Pedro, São Pedro,

São Pedro meu camarada,

Não deixes roubar as chaves

Senão vais parar à esquadra.

 

Inês Santos,  11º Ano H

 

*

 

SANTOS POPULARES  II

 

Santo António de Lisboa

É um Santo enamorado

Presta atenção, ó Santinho,

Dá-me um Príncipe Encantado.

 

São João também ajuda

E oferece-me um manjerico

Quero um rapaz forte e belo

E, já agora, muito rico.

 

O São Pedro há-de abrir

As portas à Felicidade

S’ eles me derem o que peço

Dar-vos-ei a novidade.

 

Vamos juntos festejar

Com sardinhas e balões

Bailarico à mistura

Como alegres foliões.

 

Ana Pereira, 11º H



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LENDAS PORTUGUESAS

 

 

 Cavaleiro Cruzado - Idade Média

 

O CAVALEIRO HENRIQUE

 

Nos primeiros tempos da Reconquista, cerca de treze mil cruzados vieram de toda a Europa para auxiliar D. Afonso Henriques na luta contra os Mouros. Entre os muitos que pereceram e que foram considerados mártires, houve um cavaleiro chamado Henrique, originário de Bona, que morreu na conquista de Lisboa e que foi sepultado na Igreja de São Vicente de Fora. À memória do Cavaleiro Henrique estão associados muitos milagres, um dos quais deixou vestígios no me de uma rua de Lisboa.

A lenda diz que logo que Henrique foi sepultado, dois dos seus companheiros, ambos cavaleiros surdos e mudos de nascença, vieram deitar-se sobre o seu túmulo de forma a que Henrique intercedesse junto de Deus pela sua cura. Em sonhos, Henrique disse-lhes que Deus os tinha curado e quando acordaram verificaram o milagre. Pouco tempo depois, morreu um escudeiro de Henrique dos ferimentos que tinha sofrido na conquista da cidade e foi sepultado também na Igreja de São Vicente, mas longe do túmulo do seu amo. O Cavaleiro Henrique apareceu em sonhos ao sacristão da Igreja e disse-lhe que queria o corpo do escudeiro junto de si. O sacristão não ligou importância ao sonho, nem quando este se repetiu na noite seguinte. Na terceira noite Henrique, novamente em sonhos, falou-lhe tão irritado com a sua indiferença que o sacristão acordou imediatamente e passou todo o resto da noite a cumprir as suas indicações. Pela manhã e apesar de ter passado toda a noite naquele trabalho, encontrava-se descansado como se tivesse dormido toda a noite.

A novidade espalhou-se e os feitos do Cavaleiro Henrique continuaram: segundo a lenda, cresceu uma palma no seu túmulo cujas folhas curavam os males de todos os peregrinos que ali acorriam. Um dia a palma foi roubada mas ficou para sempre na memória do povo através do nome de uma rua, a da Palma, na Baixa de Lisboa



publicado por assismachado às 08:49
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Sábado, 27 de Agosto de 2011
OS AMIGOS DA TERTÚLIA

NO CAMINHO DE SANTIAGO

 

 

Mais uma vez a voar

Sobre o mar, espelho do céu,

O desejo é desbravar

O Mundo que nos acolheu.

 

Está tão escuro lá fora

E como tarda o chegar…

Como se anseia a aurora

Para seu esplendor desfrutar!

 

E eis o sol alaranjado

Que emerge de mansinho

Entre as nuvens que em bailado

Asfaltam o nosso caminho.

 

Vem dar-nos as boas-vindas

À nossa chegada ao Chile

E desejar-nos ainda

Um ameno mês de Abril.

 

 

Maria Clara Costa

 

 

 

PEQUENOS DEUSES CASEIROS

 

 

Pequenos deuses caseiros que brincais aos temporais,

Passam-se os dias, as semanas, os meses e os anos

E vós jograis, jogais

O jogo dos tiranos.

 

Pequenos deuses caseiros cantai cantigas macias

Tomai vossa morfina, perdoai vossos dinheiros,

Derramai a vossa raiva, gozai vossas tiranias,

Pequenos deuses caseiros.

 

Erguei vossos castelos, elegei vossos senhores,

Espancai vossos criados, violai vossas criadas,

E bebei, bebei o vinho dos traidores

Servido em taças roubadas.

 

Dormi em colchões de penas, dançai dias inteiros,

Comprai os que se vendem e alteai vossas janelas,

E trancai vossas portas, pequenos deuses caseiros,

Reforçai, reforçai as sentinelas.

 

Que é sempre um dia a menos, este dia que passa,

E cada dia a mais aumenta o preço da traição

E cada dia a mais aumenta o preço da desgraça,

E a nossa moeda não é piedade nem perdão

Porque foi temperada com todas as lágrimas da raça.

Não, pequenos deuses caseiros, não!

 

 

Sidónio Muralha

 



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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011
TRIBUNA DOS TERTULIANOS

FUNDO DO POÇO

  

Fui de Lisboa a Pataias

De Pataias ao Juncal,

Vi moças com lindas saias

Não ficavam nada mal.

 

Outras, então coitaditas,

O tecido lhes faltou…

Choram as suas desditas

Deus, ao que tudo chegou!

 

Por este andar galopante

Toda a indústria irá cessar

A seguir vem a agravante

De não ter pão p’ ra mastigar.

 

Há um ditado muito antigo,

Já dizia o avozinho,

Orienta o que tens contigo

Não peças nada ao vizinho.

 

Faço um alerta aos do Topo,

Evitem fazer tão mal…

Chegou ao fundo do poço

Nosso lindo Portugal.

  

Amélia Marques

 

*

 

ILUSÃO

  

Abri a minha janela

Para ouvir melhor o vento

Vi uma linda aguarela

Sobre a terra e o Firmamento.

 

Pois só Deus sabe pintar

O céu azul e estrelado

Fazer de prata o luar

E lindas flores no prado.

 

A Natureza chamava

A minha alma de criança

Um rouxinol trinava

A melodia da esperança.

 

Do mais lindo Firmamento

Já espreitava a luz do dia

Dei largas ao pensamento

Asas à minha alegria.

 

Corri por vales e montes

Cantei ao sol e ao mar

Paravam rios e fontes

Para me ouvir a cantar.

  

Perpétua Matias

 



publicado por assismachado às 19:46
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FRASEOLOGIA BOCAGIANA

 

 

Bocage desditoso

 

. Bocage que nasceu a cantar, a quem o verso corria dos lábios como a veia acode às fontes, devorado de paixões violentas, queimado de desejos volúveis, mas impetuosos, possuía os dotes que enriquecem a fantasia pronta dos improvisadores e as imagens, os pensamentos e os versos multiplicavam-se com admirável facilidade.

                                                                                              América Miranda

 

. Bocage foi único, sublime e imortal. A sua poesia leva-nos aos píncaros da sublimidade.

                                                                                              Cremilde Pinto

 

. Nas margens do Sado nasce o imortal Vate. Agrilhoado, revoltado, tempestuoso com palavras a fluir como água de uma bica. Eis Bocage – o rei da improvisação.

                                                                                              Lídia Susana

 

. Bocage quando era visitado pela inspiração, quando com chama subtil a poesia vinha beijar-lhe a mente, dir-se-ia que a vida física cessava nele para só dominar a alma.

                                                                                              América Miranda

 

. Lendo os teus versos numenoso Elmano, e um novo vulgar conceito e a feliz frase, disse entre mim: “Depõe Filinto a lira já velha, já cansada, que este mancebo vem tomar-te os louros”.

                                                                                              Filinto Elísio



publicado por assismachado às 19:32
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O ARAUTO DE BOCAGE - VERÃO DE 2011

 

EDITORIAL

 

O dom da harmonia e facilidade de poetar transmitiam-se como herança na família de Bocage, da qual ele mais se distinguiu.

Desde a infância, Vate como Ovídio, ainda balbuciava e já as suas palavras acertavam com a melodia poética. No trato doméstico e nos serões familiares, achou alimento próprio para o ardor da fantasia e estímulo oportuno para os ensaios pueris da vocação. Memória prodigiosa, imaginação cujo calor e ímpeto, a proximidade da morte não esfriou de todo, foram as faculdades predominantes por que se caracterizou desde a tenra idade. Inquieto na infância e na adolescência tendo juntado à custa de mágoas e trabalhos, preciosa experiência. Na virilidade foi um homem de paixões, ralado de cuidados vãos, inimigo do repouso e escravo dos aplausos.

Estava no seu destino, ou antes, era próprio do seu carácter, que eu admiro sobremaneira, pois amo tudo o que é difícil e controverso e Bocage foi único, o meu ídolo desde a tenra idade. Os seus versos imortais são páginas de oiro na nossa Literatura, espalhando o seu perfume a todo o Universo.

 

                                                                                  América Miranda



publicado por assismachado às 11:42
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