ESPAÇO COLECTIVO ARTISTICO E CULTURAL - COORDENADO PELA POETISA AMÉRICA MIRANDA - E ONDE SE INSEREM AS CONTRIBUIÇÕES DE TODOS OS TERTULIANOS, TANTO EM VERSO COMO EM PROSA, COM O OBJECTIVO DE DIVULGAÇÃO E HOMENAGEM AO GRANDE POETA ELMANO SADINO !
Sábado, 30 de Junho de 2007
EM LOUVOR DE BOCAGE - AMÉRICA MIRANDA
                                           
                                 EDITORIAL BOCAGEANO


Bocage, herdeiro pelo sangue e por sua primeira educação do culto de todos os valores espirituais que a família, aristocratizada, venerava, projectou na sua obra as suas claridades e sombras.
Manuel Maria entrava em conflito com sua cultura e herança clássicas. Era dono de instabilidade, fonte de disciplina interior e exterior; a irritabilidade que se agravaria pela própria consciência do desnível entre o baixo plano da sua existência de boémio e o alto ideal de vida expresso na melhor e mais magnífica parte da sua obra; o eruptivo impulsivismo sentimental de intensidade que não podia deixar de ser efémera e a par dos frenéticos ciúmes com que reagia às infidelidades e abandonos que sua inconstância e boémia provocavam; finalmente um anticlericalismo porque se expandia mais facilmente sua inquietação ideológica.
Num ser profundamente estranho, irrequieto e inteligente, um génio imortal, nunca serão dignas de espanto atitudes que, num outro ente absolutamente normal, poderiam provocar fortes indignações.
Enquanto existir em mim um sopro de vida, não deixarei de te admirar e louvar Manuel Maria de Barbosa du Bocage, tu, o Egrégio Poeta, que tanto sofreu com as incompreensões, calúnias e perseguições de que foste alvo.


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Domingo, 10 de Junho de 2007
GIOVANNI FORMAGGIO - UM AMIGO ESPECIAL DA TERTULIA

 

 

                               PALAVRAS DE POESIA – GIOVANNI FORMAGGIO

Nasceu a 13 de Março de 1939 em Asigliano Veneto, mas habita em Canegrate ( MI ). Publica desde 1967. Muita da sua Poesia originária da escola como programa de exame. Leitor e comentador durante eventos festivos, congressos, etc. Membro honorífico de várias Academias italianas e estrangeiras. Muitas são as suas referências elogiosas em Itália, França, Espanha, Alemanha, Áustria, Malta, Estados Unidos, Brasil , Portugal, etc. Autor habitual destacado na Feira Internacional de Milão, devido ao prestígio das suas obras poéticas. É Cavaleiro da República Italiana, por mérito literário. É, além disso, portador de outros ilustres títulos cavalheirescos.
Em 1980 fundou em Pero ( MI ) o «Premio Internazionale della Solidarietà “Notte di Natale”», manifestação reconhecida pelo seu alto valor moral em toda a Itália e em muitos Estados Estrangeiros. Por mérito humanitário recebeu, entre outros: Medalha de Prata do Parlamento Italiano; Pin di Oro AVIS Pero; Premio Filantropico di Francia; Premio Humanitario Sant’ Uberto di Baviera; Membro Onorifico di Corpo Volontari della Nuova Zelanda.
Publicou, além de Diario dell’ Anima, SENTIERI, editado por Poeti nella Società, Napoli, 2007.

                                                       *

CHI SEI ?

“Ao Giancarlo D. “

Uscito dalle rotaie del conformismo
salti sul trapecio della vita
piantando chiodi nel ventre
di questa societá in putrefazione.
E quando le ore, come squali
divorano la tua giornata
per sopravvivere
srotoli il gomitolo dell’ allegria erotica
chiudi a chiave il cuore
prima que franchi tiratori
riescano ad affondarlo nella bla-bla.
Alzi la mano, fermi lo sguardo
declami Brecht, Marx, il Vangelo ;
angelo-demone, bello e perverso
spacchi l’ ariditá pietrosa
dell’ ambiente che ti circonda.
In un giorno nasci e muori mille volte
in una metamorfosi continua...
CHI SEI ?
Un pacifista, un rivoluzionario?
O uno che sconta i suoi anni
in spericolate esperienze amorose?
CHI SEI ?
Se dovessi paragonarti ad un fiore
ti darei il volto del girasole;
se dovessi infonderti un’ anima
ti darei quella dell’ artista;
se dovessi importi un nome
ti chiamerei EROS. 


           *

QUEM SOU EU ?

“Ao Giancarlo D. “

Revelado pelas vias do conformismo
saltando sobre o trapézio da vida
cravando farpas no ventre
desta sociedade em putrefacção.
E quando as horas, tal como um inerte
devorando a tua labuta
para sobreviver,
desatado o novelo da alegria erótica,
fechado à chave o coração
antes que franco atiradores
consigam afundá-lo no bla-bla.
Levantada a mão, firme o olhar,
declamando Brecht, Marx, a Boa Nova;
anjo-demónio, formoso e perverso,
perdida a aridez pedregosa
do ambiente que te rodeia.
Num dia nascidos e mil vezes mortos
numa metamorfose continua...
QUEM SOU EU ?
Um pacifista, um revolucionário ?
Ou um que conta os seus anos
numa temerária esperança amorosa?
QUEM SOU EU ?
Se pudesse comparar-te a uma flor
dar-te-ia a roda do girassol;
se pudesse insuflar-te uma alma
dar-te-ia uma de artista;
se pudesse colocar-te um nome
chamar-te-ia EROS !

Giovanni Formaggio

In DIARIO DELLA' ANIMA




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Sexta-feira, 8 de Junho de 2007
A TRIBUNA DOS POETAS - PERPÉTUA MATIAS E LOBO MATA
ACORDAI

Por
Perpétua Matias

Subi ao mais alto
da minha imaginação.
Recuei no tempo
abriu-se uma janela
espreitei horizontes
de beleza e cor.
Era Portugal!
Meu país,
meu berço, minha raiz.
Árvores frondosas,
debruçadas sobre as águas
cristalinas dos rios,
nas planícies as searas
ondulavam,
ao sabor do vento.
O sol com o seu esplendor
mirava-se nas águas
do mar calmo,
que não tem idade.
Mas, ao retroceder
a força do meu pensamento,
vi a triste realidade, violência...
Crianças maltratadas,
abandonadas,
idosos a mendigar,
Portugal horrivelmente a arder.
Afinal, onde está aquele povo
que se orgulha de ser português?
Onde está o amor à Pátria?
E o respeito à bandeira nacional?
Acordai Portugueses,
acordai! 

        *
 

TEMPESTADE EMOCIONAL

Por
Lobo Mata

Estou cansado
de olhar o tempo perdido.
No incómodo
na angústia
na agonia

Farto

Do silêncio dos trovões
da escuridão dos relâmpagos
da limpidez da enxurrada
da calma tempestade
do arvoredo do deserto
da areia escaldante da Amazónia
da pacatez citadina
do barulho aldeão
da subida do precipício
da queda do Universo
do ruído do sonho

Quando incomoda
quando angustia
quando agoniza

Farto

Das trevas ocasionais
num tempo nunca achado
perdido.
Perdido
há muito tempo,
há tempo demais!

E choro
e grito
e canto

O pintassilgo
a andorinha
a cotovia
o cuco
os pardais...

Choro
canto e grito

A vida
a liberdade
de todos
de todos os animais!

Em gaiolas de cimento
prisões de encantamento
mentes empobrecidas...

Que vida ?
«Foge»
é demais!

**


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A TRIBUNA DOS POETAS - FÉLIX HELENO E EUGÉNIA CHAVEIRO

                  BOCAGE

                     Por 
               Félix Heleno


Mas nem a terra fria e bem concreta
o conseguiu calar perpetuamente,
não há terra que devore o transcendente,
nem há vermes que devorem o poeta.

Não há fim num horizonte em linha recta,
no futuro, no passado e no presente,
há-de haver sempre um Bocage irreverente
enquanto houver no mundo uma caneta.

Enquanto o sol nascer no horizonte,
enquanto houver um nome de Malhoa,
enquanto Deus nos der alento e voz.

Há-de ser Camões em verso a nossa fonte
e enquanto houver um nome de Pessoa
haverá sempre um Bocage em todos nós! 



                        *

FOLHAS CAÍDAS

Por
Eugénia Chaveiro

 

Nasce uma criança
a alegria é imensa
é sempre rodeada
com imensos carinhos.

 
As que têm a sorte
de não ter a diferença
de nascer em mau norte
esta é desprezada
e segue outros caminhos
risonhos ou tortuosos...

 
Mesmo os bem nascidos
chegam um dia a idosos
e então vem o aborrecimento
maior ou menor
é sempre velhice...
não dá rendimento
que grande chatice!


Se não há amor
faz-se como às árvores
corta-se-lhe uma haste
e se houver calor
depois rebenta
corta-se a raiz
então não aguenta
vê bem se escutaste!

 


Deus, isto não quis!...

 

           **



publicado por assismachado às 20:05
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"O POETA MORREU" - JUSTA HOMENAGEM DA TERTÚLIA

APOLOGIA AO POETA

Por

José de Sousa

 

Ser poeta!

É ter algo de transcendente

nos seus pensamentos.

É estar num lugar

onde a sua filosofia de vida

esteja acima do plano etéreo.

 

Ser poeta!

É ser alguém que considera

todos os homens iguais a si.

E que as suas mensagens,

sejam como um lenitivo

capaz de sarar as dores alheias.

 

Ser poeta!

É ser simples e honesto

vivendo no sonho da perfeição.

Lutando com as suas palavras

para que haja alegria,

paz e união em todo o mundo.

 

Ser poeta!

É a forma mais perfeita

de ser irmão dos humildes

e dos deserdados da fortuna.

Por isso, o poeta deve estar

onde a sua mensagem

possa ser ouvida.

 

Enfim,,, ser poeta!

É irmanar-se

com toda a Humanidade.

Num âmbito mais lato

o poeta é aquele que interpreta

nas suas mensagens

o sentir dos corações

onde há dor.

        ***

 

 



publicado por assismachado às 19:57
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CASA DE BOCAGE - A SAGA DO PATRIMÓNIO


                                                  

                                                         « CASA DE BOCAGE »

 

EXÓTICA SUGESTÃO

Por
Fernando Eloy do Amaral

“Depois de morto cevada ao rabo” – lá diz o velho ditado. “Depois da virgindade perdida não se volta à inocência, nem se torna necessário tanto resguardo”. Não se perde o já perdido. É louvável proteger imóvel de “valor simbólico e histórico importante para a memória colectiva da população”. Mas lamentável é não se ter protegido essa “primitiva” e “verdadeira” Casa que a tradição nos dizia nela ter nascido o Poeta Bocage.
Casa infelizmente destruída, como é sabido, por ilustres sábios e conscienciosos “restauradores” de edifícios famosos, sejam eles grandiosos, na forma e no estilo artístico, ou singelos e desataviados, modestos e até paupérrimos, e nos quais ocorreram preciosos eventos notáveis dignos da nossa memória.
Que a “fictícia” “Casa de Bocage”, actual sucessora da “ex-Casa de Bocage”, venha a ter utilidade cultural e o agrado de todos, são os nossos sinceros votos, e que tenha a necessária e justificada protecção e inúmeros visitantes, são os nossos delicados desejos.
O Poeta Bocage será sempre recordado, sem a “verdadeira” Casa onde nasceu, sem mausoléu ou cenotáfio, sem essa suposta Casa, situada algures em Setúbal, onde teria na “realidade” nascido o excelso Vate, segundo um aturado estudo, recente, de um ilustre historiador e biógrafo brasileiro, e sem o devido carinho, merecido, de muitos responsáveis pela Cultura do espírito e zeladores do Património Nacional.
Para recordar o poeta Bocage basta o que ele poeticamente criou, os seus Belos e Luminosos Versos Imortais.
Um exótica sugestão: «Acrescentar junto à lápida, já colocada na chamada “Casa de Bocage”, outra, com os dizeres elucidativos “Esta Casa assinala a já não existente onde nasceu o Poeta Bocage”».
Seria um remate curioso!



publicado por assismachado às 19:48
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2007
OS AMIGOS DE ITÁLIA - ACADEMIA INTERNAZIONALE "IL CONVIVIO"

FIGURA DI UOMO

Di
Angelo Cianci

Com la pelle scura,
abbronzata dai raggi del sole,
il volto senza speranza,
curvo sotto il peso degli anni
e delle povere pesanti cose,
affaticato e a passi lenti,
l’ ho visto scomparire
dietro una collina.

         *  

FIGURA DE HOMEM

Por
Angelo Cianci

Com a pele escura
bronzeada pelos raios de sol,
o rosto sem esperança,
curvado sob o peso dos anos
e sobrecarregado pela pobreza,
destroçado e em mortiços passos,
vi-o desaparecer
por detrás de uma colina.

           * *

L’ AMORE

Di
Baldassarre Turco

Che gioia,
che pace per l’ essere
umano
che trova,
chi un poco gli voglia
di bene.
Si illumina
il cielo,
risplende la terra
per l’ essere
umano che trova
l’ amore.

      *


O AMOR

Por
Baldassarre Turco

Que tesoiro,
que paz
por ser humano
que acha
quem um pouco
lhe queira
de bem.
Alegra-se o céu,
resplandece a terra
por ser humano
quem encontra
o amor.

       * *



publicado por assismachado às 22:58
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A TRIBUNA DOS POETAS - ANTÓNIO SALA E FRASSINO MACHADO
OUTRA VEZ MENINOS

Por
António Sala

Em rapazes nossos sonhos são sorrisos
que estendemos às miúdas no passeio:
risco ao lado, a fingir que já se é homem,
mas por dentro, treme, treme, ai que receio!

Eis que um dia, ela olha os nossos olhos.
Sentimos na cabeça foguetões
e mais tarde, no primeiro beijo a sério,
descobrimos o que são emoções.

Emoções que nos trazem vida nova:
lá em casa há um filho para nascer.
E voltamos de novo a ser meninos,
na criança que ali vemos crescer.

Vai ter sonhos iguais aos que tivemos:
é bombeiro e nós queríamos doutor,
e se à noite há trovões na sua cama,
é a nossa vez de aconchegar o cobertor.

                     *

AO VER-TE SONHEI


Por
Frassino Machado


Ó Paola formosa,
pétala de rosa,
diz-me como vens
assim tão ditosa?
Em teus olhos tens
perdido um sorriso
que me leva o siso
e m’ enche de bens.

E se meu siso vejo
pela tua advertência
nenhuma outra essência
me traz este desejo.
Ó minha flor austera
tu’ alma neste lume
sugere-me o perfume
de um corpo de quimera.

Ao ver-te sonhei
senti tua imagem
e por esta aragem
eu já me não sei.
Nostálgico fico
e apenas lamento
não seres de momento
o meu Porto rico!

       * *


publicado por assismachado às 22:53
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A TRIBUNA DOS POETAS - JOSÉ BRANQUINHO E HELENA BANDEIRA

SALVE, MENINA E MOÇA


Por
José Branquinho

Salve, menina e moça, meu encanto neste mundo!
A graça feita mulher, qual flor do meu jardim.
Luar de prata neste rio em que me inundo...
Verso renovado de inspiração sem fim.

Em ti me inspiro. Por ti choro e canto.
Sou melhor poeta a escrever por ti.
Ah, como te quero! Como vives em meu canto!
Nunca, por alguém, tanto querer senti.

Deusa que pus no altar que idealizei.
Reúnes em ti encantamento que dá vida.
A tua imagem com ternura ali guardei...
Morrerei sem te ter, musa querida!

Anos sem fim, ansioso, andei sonhando.
Rezei por um ideal que hoje encontrei.
Ideal mulher, por ti sou feliz, cantando...
A ti, e só a ti, meus versos consagrei!


                      *

VIAGENS DE IDA E REGRESSO


Por
Helena Bandeira


Não há finais. Também não há começos...
Não há algo a partir ou a chegar...
Apenas etapas ou metas a alcançar,
além de atropelos, choques e tropeços.

Vários atropelos, choques e recomeços,
enquanto vivos por aqui andamos...
E sofrendo e amando nos quedamos
numa ignota espera doutros regressos.

Não há “nascer”... menos ainda o seu inverso...
“morrer” é palavra feia, fria e até sem nexo!
Falemos somente de caminho no sentido inverso...

De muitas e várias viagens de circuito complexo,
de muitas e diversas viagens de ida e regresso,
que, apesar de o parecer, nada têm de desconexo!


                           * *



publicado por assismachado às 22:48
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CAMINHOS DE PROSA - ENSAIO DE LOBO MATA
                                            OS OLHOS DA GLÓRIA

                                                        Por
                                                   Lobo Mata

Relembro e recordo com nostalgia e saudade.
- Os olhos da Glória
- As pernas e ancas da Mariana
- A cintura da Susana
- Os seios da Fulana
- Os lábios da Sicrana.
Mas aqueles olhos, senhor! Foram retirados das profundidades oceânicas?
Aqueles olhos, senhor! São pérolas negras, saídas, expulsas por invejosas pérolas brancas, do fundo dos mares, pelas águas revoltas?
Aqueles olhos, senhor! São a dor da alma! São antídoto aos maus espíritos!
Aquelas sobrancelhas bem desenhadas, ligeiramente arqueadas; aquelas pestanas pretas, compridas, longas; aquelas pupilas negras, brilhantes, emergindo da profundidade dum qualquer mar ( oh, Mindanau! ) , onde apetece mergulhar e morrer.
Quanto pensam.
Como falam, gritam e chamam para o banho eterno.
Quanta doçura transborda daquelas pálpebras, abrigo natural de tais pérolas, violentamente expulsas por marés geradas na sua própria, inegável e invejável profundidade.
Quanta beleza emana daquele conjunto límpido, transparente, cristalino, negro... difusor de luz própria: cintilante, irreal, luz negra que ilumina tudo, tanto!
Como brilha o negro daqueles olhos quando uma lágrima doce nasce e se fixa suavemente nas suas ( perfeitamente desenhadas ) extremidades angulares à espera de algo ou de alguém, que a acaricie, a guarde, a beba ... Ou simplesmente a transforme ( no seu todo, no seu tudo ) em nada, diluindo-a na cavidade ocular fazendo sobressair o brilho daqueles diamantes negros, daquelas pérolas negras, daquelas pétalas negras duma flor que se quer livre – nos baixos vales e nas altas montanhas – permitindo dizer, sobretudo pensar: como é bom viver, revivendo; recordar, recordando; antes, agora e depois; tantos momentos de glória, senhor!
Tanta Glória, Deus Meu !


publicado por assismachado às 22:43
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