ESPAÇO COLECTIVO ARTISTICO E CULTURAL - COORDENADO PELA POETISA AMÉRICA MIRANDA - E ONDE SE INSEREM AS CONTRIBUIÇÕES DE TODOS OS TERTULIANOS, TANTO EM VERSO COMO EM PROSA, COM O OBJECTIVO DE DIVULGAÇÃO E HOMENAGEM AO GRANDE POETA ELMANO SADINO !
Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2004
MENSAGEM NATALÍCIA DA PRESIDENTE DA TERTÚLIA

natal2.jpg


PARA OS TERTULIANOS E TODOS OS AMIGOS E AMIGAS COM O MÁXIMO CARINHO E AMOR DO CORAÇÃO FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO !


 AMÉRICA MIRANDA



publicado por assismachado às 10:49
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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2004
A FORÇA DAS TRADIÇÕES - « Minha Mãe Natal »




MINHA MÃE NATAL


Soa muito melhor e é mais doce ritual
dizer-se Mãe Natal, matando a tradição.
E porque não dizer-se em toda a dimensão
Irmã e Irmão, acrescentando-lhe Natal?

Soa muito melhor e nada há de virtual
dizer-se Avó Natal, com ternura e emoção.
E porque não dizer-se em toda a convicção
Amiga e Amigo, com Natal não estará mal?

Vizinha e Vizinho, com Natal, não sei
ou alguém conhecido talvez não será,
mas Patroa, Patrão Natal não convirá...

Isto de ser Natal, cada gente sua grei,
de nada valerá se a esta vil roupagem
não se der como meta ser da alma a imagem !



Frassino Machado
In OS FILHOS DA ESPERANÇA



publicado por assismachado às 17:31
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A SOCIEDADE QUE TEMOS ! - Frassino Machado
PAI  NATAL , PAI  NATAL !  Tanto “Pai Natal” por esse mundo de Deus e, ainda mais, no dos homens !  Não se arranjará também uma MÃE NATAL ?  Até talvez fosse uma maneira de amenizar e acalmar o nosso Mundo tão alucinado pela neura mercantil da sociedade da abastança !  Acho que a nossa Sociedade enferma ainda de um  certo  “complexo machista”  originário lá dos primórdios da Civilização Industrial ! Desde que o homem criou o Mundo da Máquina logo se tornou ele mesmo na peça condutora da própria Máquina, isto é, no seu motor. E a partir daí, como que descobrindo nesse élan um alfobre de privilégios, jamais abdicou de ser no dia a dia o seu mentor. Poderemos assim dizer que desta realidade à posse das estruturas de poder é apenas um pequeno passo que ele nunca deixará de dar.  Quaisquer manifestações da alteração deste estatuto – tanto em voga, por tentativas quiçá receosas, na galáxia da globalização –  não passarão de meras ocorrências extemporâneas que morrerão diplomaticamente à nascença.

Frassino Machado


In OS CAMINHOS DO PENSAR



publicado por assismachado às 17:14
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BOAS FESTAS NATALÍCIAS - « Meu lindo Presépio »




MEU LINDO PRESÉPIO






Meu lindo presépio
recanto de luz
feliz ‘stá Maria
‘sperando Jesus.
Alegres pastores
e sábios também
seguiram a estrela
rumando a Belém. .

Cantemos, humanos,
ao Menino-Deus
pois todos seremos
p’ra sempre irmãos Seus.
Ó anjos celestiais,
cantai com vigor,
reinarão nos homens
a paz e o amor !

Meu lindo presépio
recanto de fé
feliz e contente
está São José.
Sagrada lapinha,
dóceis animais,
é fiel morada
de seres divinais.

Cantemos, humanos ...

Meu lindo presépio
recanto de ‘sprança
Jesus e Maria
são nossa Aliança.
Presépio, meu palco,
oração e verdade,
nas almas inquietas
desta Humanidade.

Cantemos, humanos ...

Meu lindo presépio,
recanto sorriso,
Jesus nos aponta
o Seu Paraíso.
Misérias e dores,
nos pobres, nos ricos,
terminai clamores
não haja mais gritos.

Cantemos, humanos ...



Frassino Machado
In OS FILHOS DA ESPERANÇA



publicado por assismachado às 16:25
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Domingo, 5 de Dezembro de 2004
A TERTÚLIA ITENERANTE - A Tertúlia da "Clave de Sol"
TERTÚLIA « CLAVE DE SOL »


Crónica de
Assis Machado


Tarde de sol generoso – modelo clássico de sol de Inverno – com as soberdas tílias e plátanos deixando cair envergonhadas as suas folhas. O tempo urge e nova Tertúlia Poética tem lugar no auditório Carlos Paredes, à Avenida Gomes Pereira, em Benfica.
São já dezassete e trinta e, aparentemente, a afluência parecia reduzida. Mas não. Lá para os lados do salão de apoio havia muita gente à espera da hora programada. Ouviam-se vozes juvenis, um pouco excitadas. Pois é. É que a sessão começaria com a exibição do Grupo Coral Infantil “Clave de Sol” . Razão suficiente para justificar o título da presente Crónica.
Desta vez o início da sessão, aprazado para as dezoito horas, começou mesmo um pouco antes. Às dezassete e cinquenta.
O maestro Manuel Barbosa delegou a orientação coral à cantora mais bem preparada do Grupo. E saiu-se a contento desta responsabilidade. As crianças interpretaram, em duas partes, alguns temas conhecidos. Na primeira parte, canções populares para a sua idade; na segunda, devido à quadra que se aproxima, cantaram temas natalícios. A assistência aplaudiu, no final, com total entusiasmo, sinal de que o espectáculo estava agradando a todos.
A partir daqui a nossa presidente América Miranda começou chamando ao palco os tertulianos.
Abriu com a participação do autor desta Crónica que recitou dois temas poéticos de sua autoria. Um sobre a arte poética e outro dedicado à quadra natalícia e seu impacto no mundo. Creio que os presentes entenderam a mensagem pois aplaudiram com entusiasmo. De seguida, com competência reconhecida, actuaram Celeste Reis e Maria de Lurdes Ferreira, apresentando dois temas cada que foram muito aplaudidos.
Chegou a vez ao cantor e tertuliano Humberto de Castro que com o apoio dos seus discos, em sistema de karaok, encantou todos os presentes com duas canções alegres de sua autoria. Saiu do palco muito aplaudido
Na ausência de Félix Heleno que, por gentileza e amizade, quis fazer-se representar por América Miranda, esta recitou, com a competência habitual, dois dos seus poemas mais conhecidos. Caiu bem este gesto na assistência que aplaudiu efusivamente.
A seguir subiram ao palco os poetas Domingos Vaz, recitando dois poemas populares e Graciett Vaz, sua esposa , que recitou poesias de sua autoria. Actuações estas que foram do contento de todos.
Seguiu-se a actuação de Perpétua Matias que, adoçou a assistência com uma intervenção poética de graça infantil, na recitação de um tema dedicado a uma criança que, por sinal, estava presente e foi chamada ao palco para junto da poetisa. Foi um momento sui generis que todos estimaram e aplaudiram.
Actuaram de seguida as poetisas Eugénia Chaveiro e Amélia Marques que, como de costume, tiveram bom desempenho nas suas interpretações.
Novamente chegou a vez de Humberto de Castro que voltou a presentear a assistência com duas boas canções. Uma de sua lavra. Outra, interpretando vigorosamente o conhecido tema de Zeca Afonso “O que faz falta”. A própria assistência acompanhou e aplaudiu o cantor com muitas e generosas palmas.
Entrou em cena, mais uma vez, América Miranda que deliciou o público com duas récitas adequadas ao seu talante e que foram muito aplaudidas.
A apresentadora convidou desta vez, a subir ao palco, uma ou outra pessoa que quisesse participar, apenas com um tema. Dois convidados aceitaram o repto e sairam-se bastante bem da sua actuação.
Foi a vez agora de subir ao palco o poeta Armando David, cuja recitação de dois poemas seus foram alvo de boa interpretação e, caso do segundo tema, oportunamente na crista da onda. Trata-se do seu poema anti-tabágico “O invento diabólico”. A sua prestação teve grande mérito o que agradou sumamente.
Mais uma vez América Miranda chamou de novo ao palco dois dos presentes que, por sua vez, também se saíram a contento.
Finalmente, chegou novamente a vez de actuar o autor que escreve esta Crónica. Agora, para cantar à viola duas canções. O público, desta feita, tentou cantarolar e ritmar os refrões com o bater de palmas. O orignal viria a acontecer quando o cantor chamou para junto de si América Miranda para cantar juntamente o segundo tema, “A força das Palavras”, cuja letra é de sua autoria. Mesmo sem preparação prévia, e não contando com o acto, todavia, os dois conseguiram com agrado ( creio ) levar a canção a bom termo. Actuação a rever para nova oportunidade.
América Miranda, agradada com a forma como decorreu o espectáculo e com a receptividade e apoio altamente positivo de todo o público presente, deu por encerrada a Sessão eram dezanove e cinquenta e cinco minutos.




Assis Machado, Cronista


publicado por assismachado às 19:39
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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2004
A SALVAÇÃO POSSÍVEL - "O PRESÉPIO DO MUNDO"
O PRESÉPIO DO MUNDO

por

Frassino Machado


Os ventos e os tufões desesperados
com turbilhões de pragas monstruosas,
combates ancestrais envenenados
e as almas dos tiranos rancorosas,


Os corações e os corpos bem gelados
co' as mãos sempre vazias e ardilosas,
conflitos sanguinários combinados
e as mentes das quimeras preparadas...


Só a visão do inferno, lá do fundo
do reino de Sandeu e de Mafoma,
se compara ao presépio do mundo...


O novo mundo ao velho mundo soma
na gruta de Belém o oiro imundo
em vez do Deus Menino e Seu aroma !



Frassino Machado
In AS MINHAS ANDANÇAS


publicado por assismachado às 18:52
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