ESPAÇO COLECTIVO ARTISTICO E CULTURAL - COORDENADO PELA POETISA AMÉRICA MIRANDA - E ONDE SE INSEREM AS CONTRIBUIÇÕES DE TODOS OS TERTULIANOS, TANTO EM VERSO COMO EM PROSA, COM O OBJECTIVO DE DIVULGAÇÃO E HOMENAGEM AO GRANDE POETA ELMANO SADINO !
Terça-feira, 28 de Setembro de 2004
A HORA DA INSPIRAÇÃO POÉTICA
ETERNA PROCURA


Por América Miranda


Vou tentar correr todo o mundo
e procurar palavras lindas p’ra um poema
e num querer tão imenso e tão profundo
vou tirar do mar frases para um tema.

Vou buscar nomes de plantas,
de peixes, de remotas ilhas,
e hei-de escrever palavras, tantas, tantas,
que delas sairão mil maravilhas.

Vou procurar no caminho uma rosa linda,
um cardo, flor bem desprezada,
violetas de cor tão infinda
e a flor do campo abandonada.

Vou olhar as mil estrelas que há no céu,
a lua pálida e encantada,
vou ver a beleza que há no breu
e caminhar na estrada abandonada.

Vou ver toda a Natureza
e a poeira que dela emena
vou descrever toda a beleza
qu’ inda existe na alma humana.

E percorrendo caminhos à procura do tal tema
encontrei inspiração p’ra fazer este poema !




América Miranda


publicado por assismachado às 20:10
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"BEM AVENTURADOS OS SENSÍVEIS DE CORAÇÃO"
JUSTO RECONHECIMENTO

Pela tertuliana Lourdes Ferreira

Ao festejar-se mais um Aniversário do nascimento de Bocage eu desejo à Directora e Fundadora da «Tertúlia Poética ao Encontro de Bocage» , Dona América Miranda, que Deus a proteja. Que a ajude a continuar a sua obra e que consiga atingir todos os objectivos desejados. Ela é uma pessoa maravilhosa, com enorme sabedoria e muito humana para todos. Por outro lado, tem-nos ajudado sempre que é preciso. Bendigo o dia em que a conheci. Mas, acima de tudo, o mais importante é a nossa grande amizade.
Bem haja Dona América pelos belos momentos que nos tem proporcionado. Sua amiga do coração

Maria de Lourdes Ferreira


publicado por assismachado às 20:03
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Domingo, 19 de Setembro de 2004
A TARA DOS INCÊNDIOS
Para quê tanta maldade ?

Por Amélia Marques

Portugal tem sido vítima dos incêndios que têm deflagrado ano após ano, e cada vez com mais intensidade, apesar de no ano transacto os governantes do nosso país terem garantido que iriam tomar medidas a nível económico, e não só, para que não se voltasse a repetir semelhante tragédia... Bem o prometeram mas, afinal de contas, neste ano de 2004, os mesmos incêndios têm-se feito sentir de norte a sul com a violência de sempre!
Pergunto: até quando, meu Deus ? Como é desolador ver montanhas de cinza onde outrora vigorava o pulmão do País. Como é desolador ver o sofrimento bem patente nos rostos marejados de lágrimas daqueles que tudo perderam ! E como é desolador ver os próprios soldados da paz, cercados por línguas de fogo, com o risco da própria vida ! Oh, quantos e quantos, para salvar uma vida, deixaram ali a sua !
Acho que é mais que tempo para dizer :

BASTA !

Amélia Marques


publicado por assismachado às 17:03
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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2004
A TRIBUNA DOS POETAS 21 (*)
- A TI C. D. L. -

Por Lídia Susana

Na profundeza do teu olhar
eu me prendi, fascinada.
Como na grandeza do mar
eu me senti acarinhada.
Foi-me essencial este sentimento
que me mostrou a felicidade...
E hoje quando tenho um pensamento
lembro-me da tua amizade.
O que nós passámos foi loucura.
Amizade, fascínio e paixão,
a qual nunca terá cura
ficando gravada em meu coração.
Jamais me vou esquecer
daqueles bons e felizes momentos
mas nunca irei sofrer,,
quando povoares os meus pensamentos.
Compreendi a tua situação
e esse teu modo de ver,
mas esta minha atracção
para sempre irá viver...
Nossa paixão me elevou
e eu vivi tão contente...
Meu coração então vibrou
a par com a minha mente.


Lídia Susana


publicado por assismachado às 13:41
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A TRIBUNA DOS POETAS 20 (*)
AMOR FEITO POESIA

Por Euclides Cavaco

AMOR...
É um conceito divino,
É dimensão sem medida,
É viagem sem destino,
É melodia da vida.

AMOR...
É um caminho sem fim,
É não ter que perdoar,
É não querer e dizer sim,
É dar tudo o que há p'ra dar!…

AMOR...
É voz da razão que cala,
É ter dor e não sentir,
É o silêncio que fala,
É ver o mundo sorrir.

AMOR...
É sopro de nostalgia,
É canção leve e suave,
É das trevas fazer dia,
É saber de quem não sabe.

AMOR...
É bem mais que sentimento,
É sussurro de magia,
É da alma o alimento,
AMOR...
É hoje aqui…feito poesia!…


Euclides Cavaco
In ECOS DE POESIA


publicado por assismachado às 12:49
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IRONIA BOCAGEANA - EPIGRAMA
AVARENTO DAS DÚZIAS


Levando um velho avarento
uma pedrada num olho,
pôs-se-lhe no mesmo instante
tamanho como um repolho.

Certo doutor, não das dúzias,
mas sim médico perfeito,
dez moedas lhe pedia
para o livrar do defeito.

«Dez moedas! ( diz o avaro )
Meu sangue não desperdiço:
Dez moedas por um olho!
O outro dou eu por isso.»



Manuel Maria du Bocage


publicado por assismachado às 12:43
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A TRIBUNA DOS POETAS 19 (*)
NO TEU MUNDO

Por António Sala


Quando acordo, a manhã me despenteia,
e o frio do silêncio perto está.
Abro os braços, procuro novo dia,
apenas teu sorriso falta lá.

Um riso de criança feito gente
riso mas que de amigo, feito irmão.
O riso que descubro em cada gesto.
Teu riso da minha alma feito pão.

Nesse teu mundo eu entro feito verso,
entro cantiga feita em tons de dor.
Sou espaço que não me rima, em pauta incerta,
sou o canto que abandonas, sem amor.

E quando a noite chega e o dia morre,
e quando a lua o sol vem destronar
apago esta tristeza que me envolve,
pois sei que a escuridão me vai falar.

No teu mundo eu entro feito espuma,
entro feito maré, sempre a descer,
és praia onde me entrego, és cais, és porto,
sou barco que afundaste e vais perder.

Um homem sem marés, um tudo e nada,
sou ilha que abandonas sem razão.
Espada que matou muita alvorada,
sou lágrimas que gritam solidão.

Já me cansa ser vaso e não dar flor.
Ergo a voz, chamo a estrela a esmorecer
e abro ruas já secas de esperanças,
molhadas pela força do meu querer.

Hei-de ver-te bater à minha porta,
e a noite responder-te que não estou.
E pela noite dentro procurares
o secreto lugar para onde vou.



António Sala
In PALAVRAS DESPIDAS DE MÚSICA


publicado por assismachado às 00:12
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A TRIBUNA DOS POETAS 18 (*)
FEMINILIDADE E ALMA GÉMEA

Por Frassino Machado

- Parafraseando Teixeira de Pascoaes -


Alma gémea da minha, quando por mim passas
cruzas teus doces olhos com os meus
e reflectindo neles a cor dos céus
parecem-se quais duas delicadas garças...

Alma gémea da minha, quando tu sorris
transmites o teu ser multicolor
e agitando por ele seu esplendor
constróis as formas dos meus sonhos juvenis.

Alma gémea da minha, quando tu me chamas
sinto a tua doce e maviosa boca
e refractando nela a emoção louca
projectas em canções toda a paixão das almas.

Alma gémea da minha, quando tu m’ enlaças
trazes-me horizontes de prazer
e gerando alegrias no meu ser
crias perenes vidas, esculturais graças.

Alma gémea da minha, quando ‘ stás em mim
mudas a forma em claros relampejos
e queimando minh’ alma de desejos
ofertas em bandeja imagem de marfim.

Alma gémea da minha, quando o sol vier
trará dourada luz pela manhã
e chegando até mim construirá
o mais escultural modelo de mulher !



Frassino Machado
In CORAÇÕES ANSIOSOS


publicado por assismachado às 00:04
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2004
O QUE DIZEM OS FAMOSOS DE BOCAGE
images.jpg

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Por José Régio

Nascido mais tarde, quando o Romantismo triunfante encorajava os poetas à libérrima expansão da individualidade, talvez esse temperamento de lava nos tivesse deixado a grande obra romântica que nenhum dos nossos ditos românticos nos deixou.
Assim, ficou ao menos, como um dos nossos maiores mestres do Soneto, em cuja perfeição formal nem Camões nem Antero o vencem. E ficou ainda como um percursor da nossa moderna poesia de ideias, bem assim como pintor particular e poderoso de certos grandes instintos ou sentimentos primários: o impulso erótico, o sentimento do ciúme, a obsessão da morte. O ambiente, ora de uma gentileza convencional, ora, principalmente, dum macabro espectaculoso, em que se debatem esses sentimentos – não chega a desmentir a sua sinceridade.


José Régio


publicado por assismachado às 23:59
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A TRIBUNA DOS POETAS 17 (*)
« SAVOIR-FAIRE , SAVOIR VIVRE »

Por Von Trina


os senhores alegres
tentam tontos distinguir-me
fumando uma boa cigarrilha ordinária

as senhoras dos senhores alegres
alegres e tontas distinguem-se
agrupadas num canto comendo folhados

todos alegres e tontos
distinguem-se pelo ruído
a comer folhados ou a fumar cigarrilhas

exercendo os seus direitos
conscientemente de cidadania
abandonaram o local pejado
de restos excessos ou diferenças
de folhados e boas cigarrilhas ordinárias
e onde tudo agora faz em silêncio


e elas e eles tão alegres !



Von Trina
In SÓ O AMOR !


publicado por assismachado às 22:57
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